Entre Margens
Fotografias da minha autoria


«(...) reúne leitores e estimula uma enorme rede de relações artísticas e literárias, 
numa profusão de pulsares»



Os Jardins do Palácio de Cristal são um dos meus lugares favoritos no Porto. Pela beleza. Pelo passado. Pelos diversos espaços. Pela paisagem envolvente. Pela ligação. Pela tranquilidade. Sinto que os seus recantos escondem sempre histórias novas, para além de nos aconchegarem com as antigas. Por isso, faz-me tão bem regressar e palmilhá-los. E reservar-lhes algumas palavras e registos fotográficos [aqui, aqui e aqui]. É por toda a magia que irradiam que acredito que não há melhor palco do que este para abraçar um dos eventos mais carismáticos da cidade: a Feira do Livro.
Fotografia da minha autoria


«Serei navio sem me ancorar»



A série Morangos com Açúcar celebrou, recentemente, 15 anos. A 30 de agosto de 2003, «Pipo e Joana apaixonaram-se e inaugurou-se um novo capítulo da ficção televisiva em Portugal». E este formato, que conquistou um vasto público, marcou toda a minha adolescência. Foram nove temporadas, inúmeras ligações, romances, dramas, peripécias e atores - alguns de renome e vários desconhecidos - que entraram em minha casa, ao final do dia, envolvendo-me nas suas vidas.


«A Bela pediu-me para seguir em frente
Com tanto para mostrar, ficamos com tão pouco
Que eu perdi o meu coração na noite
Eu perdi-o não sei bem aonde
Fotografia da minha autoria


... Flores!

[Adoro observar, cheirar e fotografar flores. Para além de toda a sua beleza, conferem uma vida completamente diferente ao ambiente que preenchem. No Perdições #6, enumerei aquelas que mais me fascinam, mas dentro desse grupo, sem qualquer dúvida, as que se evidenciam são os amores-perfeitos, os jasmins, as camélias brancas, as rosas de Santa Teresinha e os girassóis. É um privilégio ter um pequeno jardim e contemplar a explosão de cor e de aconchego. Em casa não podem faltar]
Fotografia pessoal


A Teresa Isabel Silva [Ontem é só Memória], em Maio, desafiou-me para responder a uma nova tag: 25 perguntas aleatórias. No entanto, senti necessidade de abordar outros temas, por isso, guardei-a na gaveta. Mas não me esqueci. E agradeço, uma vez mais, o facto de se ter lembrado de mim - ainda que, posteriormente, demore a publicar o meu contributo. A regra é simples: responder com toda a sinceridade. E, tal como o nome deixa antever, não há um fio condutor. Acompanham-me?
Fotografia da minha autoria


«(...) grandes homens de cultura e que primaram pela interligação fundamental entre a palavra e a música patente nos três ciclos de canções sobre poesia de Eugénio de Andrade, que Lopes-Graça compôs, bem como num diálogo muito mais vasto que a correspondência entre ambos»



A literatura não se encerra nas palavras. Assim como todas as expressões artísticas conseguem sempre ser mais do que a área que abraçam. Aliás, ainda que tenham todo o mérito em separado, uma vez que nos emocionam com as suas características distintas, é a articulação entre elas que potencia uma valorização acentuada, na medida em que exploram novas vertentes. E é interessante compreender como a sucessiva fusão de ideias permite estabelecer uma ponte entre as várias artes. É por isso que a conversa intimista entre a escrita e a melodia não me parece improvável. Parece-me, sim, inevitável. E fundamental.
Fotografia da minha autoria


[Prólogo | #1 | #2 | #3 | #4 | #5 | #6 | #7 | #8 | #9 | #10 | #11 | #12]



Entrei em casa - no nosso eterno refúgio -, pousei a carteira no alpendre e fui sentar-me no baloiço que construímos no jardim. Lembro-me tão bem desse momento. Aliás, quase que ouço a tua gargalhada. E podia jurar que consigo observar o teu ar confuso, a analisar a minha fraca competência para a bricolage. Definitivamente, os trabalhos manuais não eram o meu forte, mas tu insististe que este momento teria que ser feito a dois. Nem que demorasse um ano. Porque, no final, teria um significado muito mais especial e intimo - como sempre, tinhas razão!
Fotografia da minha autoria


«Estou de férias. Volto assim que me encontrar»



As minhas férias são sempre em família. É assim que me faz sentido. E, confesso, pesa-me o coração ao pensar que, possivelmente, em algum momento da nossa vida, isso deixará de ser compatível. No entanto, não permito que essa ansiedade influencie a paz que sentimos nesta constante descoberta a três. Sou muito feliz em viagem. E sei que o grande motivo disso é ter ao meu lado os melhores companheiros do mundo: os meus pais.
Fotografia da minha autoria


«Ninguém sustenta duas caras por muito tempo»



Eu não sou quem tu pensas. Porém, insistes que me conheces, que me desvendas, que sabes que isto é só uma fachada de proteção. Por isso, permaneces perto. E segues um caminho tortuoso e sem retorno.


«Não há mais tempo
Para se enfurecer
Forte e frágil
Foi o nosso ser
É que, de facto,
Foi tão bom te amar
Tão parecidos
Nascidos no mesmo tom
Fotografia da minha autoria


... Maracujá!

[A flor é lindíssima e o fruto saboroso. Maracujá sabe-me a infância e à casa dos meus padrinhos, porque os tinham em abundância e ofereciam-me sempre que os visitava. E como devia ser das poucas a deliciar-me com esta iguaria, sobrava muito mais para mim. Entretanto, deixaram de ter e, há umas semanas, tive que comprar meia dúzia só para matar as saudades. É das minhas frutas favoritas. E tanto gosto de a comer simples, como aprecio misturá-la no iogurte ou, então, nas panquecas. Apesar das diferentes espécies terem vários benefícios, ainda só provei o roxo, mas quero experimentar as restantes. É que o maracujá cai sempre bem e não lhe resisto - nem quero]
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andreia morais

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