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O que suspirei por agosto não está escrito, mas sei que precisava destes dias longe, a desfrutar da minha bolha de oxigénio, sem ter o despertador a tocar à mesma hora e a rotina mais ou menos definida. Ainda assim, idealizei alguns objetivos de escrita, porque os tinha adiado e porque a calma de agosto me pareceu o impulso necessário para os concretizar.
Percebi, contudo, que agosto vinha com outros planos e que o truque era deixar fluir. Portanto, os cadernos passaram mais tempo fechados e a máquina fotográfica mais tempo a funcionar. Aproveitei para ver/ouvir conteúdos em atraso, ler ao sol e, por vezes, ficar só a existir, sem pressas, sem a sensação de ter de preencher o tempo.
Este mês foi um sopro, mas trouxe-me um dos eventos mais bonitos da cidade.
as coisas maravilhosas de agosto
os fragmentos aleatórios
Uma breve anotação neste separador para registar que voltei a atualizar a minha coleção de dedais (que, ultimamente, estava a ser alimentada por amigos e familiares) e que o Pumpkin Spice Latte, do Starbucks, está de regresso (primeiro, para quem tem a aplicação). De facto, não preciso de muito para ser feliz.
as músicas e os álbuns
De acordo com os dados do meu last.fm, agosto foi o mês com mais minutos de audição, muito às custas das músicas que já são prata desta casa. Ainda assim, fui recuperar um álbum de março, que deixei passar na altura, e voltei a Post Malone.
As músicas que marcaram o mês: Hoje Tem, Pikika | Pinga, Isak & Armando Teles | Ouro, bapcat & Carolina Deslandes.
Os álbuns que marcaram o mês: 3º Esquerdo, Galrito | August 26, Post Malone.
as publicações
O blogue entrou de férias, mas continuei a publicar na newsletter e no meu substack poético. Assim, destaco uma publicação de cada um dos formatos.
uma espécie de guia com as minhas sugestões, quer em relação ao programa, quer em relação aos livros do dia, para um dos meus eventos favoritos.
um poema inspirado na música Eu Não, do LUAR.
os filmes, as séries e os podcasts
Neste segmento, destaco um podcast e um documentário.
O Código Farioli
Francesco Farioli chegou ao Futebol Clube do Porto com uma história difícil de ignorar. A eventual desconfiança, sinto, foi rapidamente desfeita e não o refiro pelos resultados alcançados em tão curto espaço de tempo, mas pela certeza que Jorge Costa destacou: voltamos a ter uma equipa. Mais do que uma equipa, no seu sentido profissional, voltamos a ter um grupo unido, a falar o mesmo dialeto. Isso pode dever-se a uma série de fatores, mas não duvido que o principal foi, claro, Farioli. Neste podcast, Eduardo Soares da Silva foi um pouco mais longe, numa peça jornalística de excelência — a certo ponto, mesmo sabendo o que aconteceu no Ajax, dei por mim a torcer por um desfecho diferente.
Infância
Infância leva-nos numa viagem pelas atividades que Pedro Teixeira da Mota mais gostava de fazer em criança. O presente recua ao passado, sem que deixe de ser percetível a passagem do tempo e aquilo que permanece inalterável, porque ele cresceu, porém, é engraçado perceber que existem fragmentos que se repetem — só se transformaram.
os livros
Agosto não foi um mês de leituras arrebatadoras, mas deixou algumas marcas.
Os favoritos do mês: Descolonizar o Sujeito Poético, Sara Duarte Brandão | Primeiro Eu Tive de Morrer, Lorena Portela | Poemas Completos, Herberto Helder.
Outros livros lidos: Heartstopper Volume 6, Alice Oseman | Sonetos de Amor e Sacanagem, Gregorio Duvivier | Alentejo Prometido, Henrique Raposo | A Coisa à Volta do Pescoço, Chimamanda Ngozi Adichie | Nós e os Outros, Maria Luísa Pedroso de Lima.
os momentos
Os 2 anos do Tomás. Passear com a Rita e a Lúcia. Terceira temporada de Salto de Fé. Ir a S. Jacinto e a Ovar. Idas ao starbucks. Passeios em família. Revisitar o Porto sempre. Voltar a Braga. Jogos de futebol. Preparar idas à Feira do Livro do Porto. Conhecer A Guarda, o Monte de Santa Tecla e o Mosteiro de Oia. Voltar aos Jardins do Palácio de Cristal em vários dias, em diferentes horários, para viver a Feira do Livro. Livros, livros e mais livros. Mais jogos de futebol. Despedidas. Regressos. Aproveitar dias cinzentos para pedir o pumpkin spice latte. FELP 2. E muita poesia pela cidade.





Setembro, sê gentil ✨






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