Entre Margens

«A minha ideia é que há música no ar, há música à nossa volta, o mundo está cheio de música e cada um tira para si simplesmente aquela de que precisa», Edward Elgar


Não passo um dia sem ouvir música. E se todos os dias são sinónimo disso mesmo, os sábados ganharam mais significado neste panorama. Portanto, esta semana continuamos em Português - sempre em Português - e novamente no masculino. Com um único nome, o artista desta semana podia ter como significado próprio palavras como atitude, garra, inteligência, raridade e tantas mais pela enorme qualidade que apresenta. Se tentarem juntar a letra inicial de cada uma das palavras acham que conseguem chegar ao seu nome?

A criatividade não tem limites. Não tem mesmo. E é bom que assim seja. É bom encontrar histórias de pessoas que sabem reinventar objetos, que os aproveitam e lhes dão uma nova roupagem e funcionalidade. 

No dia em que vos falei da história da Marta Leão, podem ver aqui, não era dela que ia falar. Tropecei na notícia por acaso, mas sei que fez todo o sentido partilhá-la convosco, não só pela necessidade de alerta, mas também pelo exemplo de força e de vida que ela é. Falei-vos de uma mulher que se viu obrigada a lutar contra um cancro de mama aos vinte e sete anos, mas, na realidade, comecei o dia a pensar que vos iria contar a história da Rita Olivença. 

Dois temas completamente diferentes. Que acabam por se relacionar, ainda que em dimensões distintas, na capacidade de superação e na conquista de objetivos. Hoje quero dar-vos a conhecer o trabalho de alguém que tem a destreza suficiente para renovar um material que muitos de nós pensamos ter apenas uma única função. Depois disto, acho que passaremos a olhar para determinados materiais questionando-nos se não servirão para mais do que aquilo que aparentam.

Olhando para a fotografia não temos dúvidas que são gabardinas. Mas se vos disser que inicialmente eram cortinas de banho acreditam? 



«Estas gabardinas já foram cortinas de banho Ikea

Rita Olivença pegou em cortinas de banho e deu-lhes uma segunda vida. Dia 10 de Maio a designer de moda mostra como se faz esta e outras peças num “workshop” nas Caldas da Rainha


Queria fazer um objecto “giro e barato” e lá fora devia estar um “dia de chuva”. Rita Olivença recorda assim o momento em que as suas gabardinas feitas com material de cortinas de banho do Ikea surgiram na sua cabeça: “Era só um exercício, uma brincadeira.”

O resultado mostrou-se, no entanto, “perfeitamente usável” e, quase quatro anos depois da ideia inicial, Rita decidiu recuperar o projecto: num “workshop” de “hacking” da Associação DAR (Design Advenced Resources Association), da qual é co-fundadora, vai mostrar como se faz esta e outras peças.

A ideia inicial não foi sequer comercializada: “Lembrei-me das cortinas de banho por acaso. E do Ikea por ser barato. Conseguia comprar bastante material a um preço acessível”, recorda.

As gabardinas, de modelo feminino, foram partilhadas apenas com amigos (e usadas pela própria criadora), com o processo de produção totalmente a cargo da designer de moda de 31 anos, que fez a primeira peça em apenas um dia: “Pensei na ideia, sentei-me, desenhei e costurei.”

Agora, a jovem de Caldas da Rainha quer alargar a ideia — fazer também modelos masculinos e talvez de crianças — e pôr as suas criações à venda (o preço é um assunto a pensar ainda). Mas sempre numa lógica de "open design": “Neste 'workshop' vou ensinar a fazer as gabardinas. A minha intenção é que estejam à venda, mas também partilhar o processo. É uma coisa acessível e não faz sentido que seja de outra forma.”

O “workshop”, marcado para o dia 10 de Maio, tem o preço de 12 euros para quem não é sócio da Associação DAR e de oito euros para sócios, com o preço do material não incluído. 

A filosofia deste “workshop” é comum à que rege a própria DAR, que Rita fundou em 2012 com André Rocha e Sofia Martins. “A associação surgiu da união de forças de três pessoas ligadas ao design que trabalham na área e que dispõem de recursos materiais que podem partilhar porque não estão a usá-los a 100%”, contou.

O espaço nas Caldas da Rainha e o material pode ser utilizado por qualquer pessoa, mediante a apresentação de um “projecto consistente” que os fundadores apreciem».


O que acham da ideia? 

«Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem», 
Caio Fernando Abreu


Já não te vejo há uns dias. Se contabilizar melhor talvez compreenda que não sejam dias, mas sim semanas. Por estranho que pareça tem-me custado menos do que aquilo que estava à espera.

«Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza vai mais longe», Clarice Lispector 


Obrigada. Por todas as mensagens de força. Por todas as mensagens de parabéns. A todos os que estiveram. A quem queria estar, mas não conseguiu. A quem faz por estar incondicionalmente. Pelas flores. Por todas as chamadas. Por todos os abraços e beijos dados presencialmente e pelo coração. Pelos parabéns cantados de Espanha. Pela tarde e pelo jantar.

A vocês que estão desse lado, que perdem algum do seu tempo para ler o que escrevo, que têm sempre palavras carinhosas e de aconchego para me dar, obrigada. Obrigada mesmo! É bom ver este espaço a crescer todos os dias. Faz cada vez mais sentido!


Não consigo descrever o gratificante que é receber carinho por parte das pessoas que admiramos e das quais julgamos nunca receber qualquer tipo de mensagem. É bom. Enche o coração. Dá ainda mais força. Mas não seria justo não referir que esse carinho é constante. Assim como é constante a preocupação em retribuir todo o apoio. Obrigada por seres o artista talentoso que és, mas também por teres um coração gigante. 

O primeiro dia dos vinte e dois não podia ter sido mais feliz. Tenho o coração cheio. E devo isso a todos os meus amigos, família, a vocês, a ele, porque tornaram o dia muito mais bonito e especial. Sinto-me mimada e protegida. Grata e incrivelmente feliz. Sorri, ri e chorei. Pela ausência, mas também por ter pessoas tão fantásticas na minha vida, capazes de colmatar o vazio que tantas vezes se faz sentir. Levo-vos a todos no meu coração.

Comecei o dia de hoje a ler uma mensagem muito especial. Daquelas que nos fazem ficar sem reação, por não estarmos à espera. O sorriso foi automático, espero puder falar-vos dela brevemente.

E como nunca é de mais, obrigada! Por ontem. E por sempre


«É difícil perder alguém. Porque é impossível acostumar-se com uma perda. É complicado entender que nunca veremos novamente aquela pessoa. Não é como uma briga que termina com um simples pedido de "desculpas". Ou como a distância que acaba seja com minutos de caminhada ou uma passagem de avião. É algo definitivo sabe? E torna-se terrível pensar que aquele adeus foi o último, sem a chance de um novo "olá". Não foi uma despedida da maneira que você queria e muito menos do modo que aquela pessoa querida merecia (...)»



Não consigo recordar-me do som da tua voz. Da tua gargalhada. Do teu perfume. Do aconchego do teu abraço. Do teu rosto. Já não consigo lembrar as brincadeiras. A sensação de proteção. A cumplicidade. Mas recordarei para sempre o amor com que a avó falava de ti, o mesmo com que a minha mãe diz que eu era a tua menina.

Como é que se consegue amar tanto uma pessoa que não se conheceu? Parece estranho. Pouco ou nada lógico. Sem sentido. Perdi-te no dia em que fazia quatro anos, não acho justo. A vida tirou-me a hipótese de crescer ao teu lado, de guardar para sempre o aroma do teu perfume cravado na minha roupa depois de um abraço, de lembrar como era bom sentar-me no teu colo ou passear contigo de mãos dadas. Não é justo. E magoa mais recordar aquele momento. Ver a avó a entrar e a sair do quarto. Vê-la chorar sempre que se afastava de ti. Tu deitado na cama, sereno, como se estivesses a dormir. E estavas. Na verdade até estavas. A diferença é que não voltarias a acordar. 

Custa-me não ter tido a oportunidade de criar memórias contigo. De só conseguir ver-te em fotografias marcadas pelo tempo. De não ter lembranças tuas. Não tenho. Nem uma. Não sei qual a sensação de uma espada a trespassar o coração, mas sempre que penso nisto acho que a dor deve ser semelhante. Ou mil vezes pior. Quatro anos de vida é muito pouco tempo para nos afeiçoarmos a alguém ao ponto de termos imagens tão nítidas do que se viveu. Aos quatro anos nenhuma criança está preparada para perder alguém. Aos quatro anos tudo é novidade, felicidade e brincadeira, não há lugar para tristeza, lágrimas e sensações de vazio. Aos quatro anos não entendemos que aquela pessoa desaparece. Para sempre. 

Aquilo que mais me magoa talvez seja não te ter conhecido. Gostava de o ter feito. Gostava de ter a oportunidade de conversar contigo, saber se gostas mais de carne ou de peixe. Se preferes azul ou verde. Se és do Porto ou não tens clube. Gostava que me tivesses ensinado a nadar ou a andar de bicicleta. Ou as duas coisas. Gostava de te olhar nos olhos, saber o que pensas de mim. Correr para casa e ter os teus braços abertos para me receber. Gostava de te conhecer por mim e não apenas pelas histórias que me contam e que me fazem querer conhecer-te ainda mais. 

Como é que se consegue amar com tanta força alguém que não conhecemos? Acho que nunca terei resposta para esta pergunta. Mas eu amo-te. Amo-te por todas as recordações que não tenho tuas. Por todas as fotografias em que apareces ao meu lado. Por todas as vezes em que acho que caminhas junto a mim. Por me protegeres todos os dias. Por me guiares no caminho. Amo-te por todos os abraços que não te dei. Por todos os sorrisos que não partilhamos. Por todas as gargalhadas que ficaram por dar. Por todos os aniversários que falhamos um do outro. Por te sentir no meu coração desde que acordo até me voltar a deitar. Por todos os sonhos que não tenho contigo. Por mesmo longe seres parte do que sou. Pelos quatro anos que estivemos juntos. Por tudo o que neles vivemos. Perdoa-me por não me lembrar deles e só ter memória do dia em que a tua viagem chegou ao fim. 

Tenho saudades tuas, avô. Todos os dias. E todas as manhãs ao acordar olho a tua fotografia e sinto o quanto gostava de te ter ao meu lado. Tenho ainda mais saudades neste dia, porque é o meu aniversário. E porque te queria aqui a festejá-lo comigo. Manda um enorme beijinho à avó, de quem também tenho muitas saudades. De quem também sinto falta todos os dias. Mas eu sei que quando olhar pela janela para olhar as estrelas vou ter duas em frente à nossa casa a brilhar ainda mais.    

Vou guardar o abraço deste ano, porque um dia voltaremos a encontrar-nos. Perdemos dezoito anos da vida um do outro. Hoje faço vinte e dois. E hei-de amar-te para sempre!




«Gosto das cores, das flores, das estrelas, do verde das árvores, gosto de observar. A beleza da vida se esconde por ali, e por mais uma infinidade de lugares, basta saber, e principalmente, basta querer enxergar», Clarice Lispector



É através de pequenos gestos que conseguimos fazer algo grandioso. De nada vale tentarmos mudar o mundo se não começarmos por nos mudar a nós. Sempre aprendi que são as coisas simples da vida que nos preenchem e completam, que nos fazem querer amar e avançar por mais incerto que seja o caminho. E foi por ver os meus a lutar com tanta convicção por causas maiores que compreendi que somos muito mais felizes a ajudar quem precisa. 

Vi em vários blogues o selo do «Gesto verde» e rapidamente surgiu a curiosidade em saber do que se tratava. Ao visitar a página desta iniciativa fiquei surpreendida com alguns dados que apresentavam: «Você sabia que um blog produz, em média, 3,6 kg de dióxido de carbono por ano?». Estava longe de imaginar, por isso, e como fazer boas ações não custa nada, decidi juntar-me a esta campanha e assim ajudar a conseguir que o objetivo seja cumprido. 

«A preservação do meio ambiente é uma atitude não só necessária, mas também possível e sem muito esforço». A partir de agora o meu blog é neutro em CO2, neutralize o seu também. É rápido e fácil. E com um gesto tão simples podemos mesmo fazer a diferença. Saibam como aqui


«A minha ideia é que há música no ar, há música à nossa volta, o mundo está cheio de música e cada um tira para si simplesmente aquela de que precisa», Edward Elgar


Não passo um dia sem ouvir música. Esta semana continuamos a cantar em Português, mas no masculino. A cara e a voz dele não são nada estranhas, até porque foi o vencedor da quinta edição do programa Ídolos.

«Sofre mais aquele que espera sempre do que aquele que nunca esperou ninguém?», Pablo Neruda 



Eu espero – como já ninguém espera – pelo tempo que me resta esperar. 

Não sou mais do que já fui de menos. E agora? Uma folha de jornal rasgada em mil pedaços. No chão! Aquele que pisam mil vezes sobre mil por dia. São segundos de espera, os mesmos que já não espero. O tempo que já não conto e o que já não espera por mim. Sete segundos apenas, de uma vida sem nada que se reparta em sete sorrisos e sete abraços que tantas vezes precisei de sentir.

Eu espero – como já ninguém espera – pelo tempo que já não sei esperar.

E a vida corre diante dos meus olhos. Não a consigo agarrar. Tudo parte, tudo passa, tudo muda, como se num piscar de olhos tudo fosse diferente. Continuo à espera.
 
Eu espero – como já ninguém espera – pelo tempo que ainda me sobra.

Nas mudanças escondidas e perdidas num mundo de mil cores, de sete segundos de esperança. Quebrou-se o vidro estilhaçado do relógio. Já não conta, já não toca, já não sei mais se o tempo espera ou se parou. E já não sei quem sou. Sem cor, sem brilho, sem chama, eu espero em cima dos ponteiros do relógio, caído nesse chão de desprezo e de saudades, de mágoas que ninguém conhece. Sem destino e direção, sugada pelos barulhos estranhos de medos camuflados de tranquilidade, enevoada pela manhã que se põe fora do reflexo dos meus olhos. 

Eu espero – como já ninguém espera – pelo tempo que há-de chegar.

De fugas que não acabam mais. Pelo fim da noite que se põe mesmo sendo dia, pelas saudades que são mais quando não as sei esquecer. Continuo à espera. Sempre à espera. Nessa roda da sorte que são os meus dias. Pelo fim das inseguranças e dos medos sem razão. 

Eu espero – como já ninguém espera – pelo tempo de ser feliz.


Parte do que sou. Junho, 2009

A Rute Pedroso do blog Pure Glass nomeou-me para a TAG Liebster Award. Se estão recordados, o objetivo é dar a conhecer novos blogues. E consiste em revelarmos onze factos sobre nós, responder às onze perguntas que nos colocaram, nomear onze blogues e fazer as nossas próprias onze perguntas. Já não é a primeira vez que respondo a esta TAG, mas, e agradecendo a nomeação da Rute, vou fazê-lo novamente, deixando-vos apenas as respostas às perguntas que ela deixou para as selecionadas. 


As 11 perguntas:

1. Se pudesses mudar uma coisa em ti, que mudarias?
Preocupo-me demasiado com as pessoas, talvez mudasse isso. Não por considerar que algumas não merecem, mas para evitar magoar-me com aquelas que não valem a pena. 

2. Uma qualidade e um defeito teus.
Costumo dizer que sou má pessoa (tanto, que até já tenho um hetecare reservado no Inferno. Sim, leram bem, um hetecare, que é um hectare com lugar de estacionamento - tudo isto resulta de horas de parvalheira com os amigos), mas sou boa ouvinte, precisamente porque me preocupo com aqueles que fazem parte da minha vida. Quanto ao defeito, sou bastante teimosa.   

3. Qual é o teu prato favorito?
Arroz à valenciana.
 
4. Quanto tempo demoras a arranjar-te?
20/30 minutos, no máximo. Como deixo tudo preparado no dia anterior (a não ser que vá sair só ao final da tarde, aí já tenho tempo de arranjar no dia) é mais fácil. 

5. O que achas indispensável num visual?
Acessórios. Seja um lenço, uns brincos ou um anel, acho que fica sempre bem e ajuda a complementar o conjunto que escolhemos.  

6. Qual é o teu assessório preferido?
É difícil escolher só um, porque adoro lenços e colares. Mais recentemente rendi-me aos anéis. 

7. Qual a cor que mais usas no dia-a-dia?
Talvez seja branco. 

8. Quando sais gostas mais de usar uns saltos-alto elegantes ou uns sapatos confortáveis?
Sapatilhas. Se for para sair à noite, então aí é que não dispenso mesmo as minhas sapatilhas, para poder dançar a noite toda sem sentir os pés a doer. Adoro sapatos de salto alto, acho que ficam muito elegantes, mas não fazem o meu género, até porque já estou a imaginar-me a tropeçar ao primeiro passo por não estar habituada a usá-los. 
 
9. Como descobriste a blogosfera?
Através do meu primo, porque foi ele que me incentivou a criar o blog.

10. Porque decidiste criar um blog?
Sempre adorei escrever. E quando o meu primo me incentivou a criar um blog decidi experimentar. Criei o primeiro em 2009 (Parte do que sou), que ainda mantenho, mas sem atualizar, e nunca mais deixei este mundo tão fascinante e recompensador. 

11. O que desejas para o futuro do teu blog?
Principalmente, que continue a fazer sentido. É bom sentir vontade para vir cá, seja para partilhar um texto totalmente inventado, uma música, uma notícia, uma frase ou apenas para passar em cada um dos blogues que sigo. Fazer sentido na medida em que ainda consiga identificar-me com este espaço; em que ainda sinta que vale a pena. Espero que faça parte do meu crescimento. Que um dia possa chegar aqui e partilhar que conheci o homem da minha vida, que comecei a trabalhar, que vou casar, que vou ter filhos. E que possa partilhar cada um desses momentos e as etapas que o complementam. E depois desejo que o blog continue a crescer, que quem me acompanha permaneça desse lado para saber de todas as novidades. Que mais pessoas se juntem a nós. E que caminhem comigo, como têm feito até aqui. Porque só faz sentido se vos continuar a ter aí desse lado.  

«A minha ideia é que há música no ar, há música à nossa volta, o mundo está cheio de música e cada um tira para si simplesmente aquela de que precisa», Edward Elgar


Não passo um dia sem ouvir música. A escolha desta semana é novamente em português e no feminino. Talvez não a reconheçam, mas tenho a certeza de que depois de ouvirem a sua voz nunca mais se esquecerão.

«O amor é mais do que querer, desenhar, sonhar e amar. É partilhar a vida inteira, numa entrega sem limites, como mergulhar no mar sem fundo ou voar a incalculáveis altitudes. O amor é muita coisa junta, não cabe em palavras nem em beijos, porque se leva a si mesmo por caminhos que nem ele mesmo conhece, por isso quem ama se repete sem se cansar e tudo promete quase sem pensar, porque o amor, quando é a sério, sai-nos por todos os poros, até quando estamos calados ou a dormir».


- Imagina que tinhas estas três portas à tua frente. Qual abririas para seguir a tua viagem?

- Dependeria do destino onde cada uma pudesse levar-me.

- A primeira é a do amor. A segunda da sorte. A terceira do dinheiro. 

- Escolhia a...
Mensagens mais recentes Mensagens antigas Página inicial

andreia morais

andreia morais

a escrever entre margens, poesia e sobre cultura portuguesa


o-email
asgavetasdaminhacasaencantada
@hotmail.com

portugalid[arte]

no silêncio

instagram | pinterest | goodreads | e-book | twitter

margens

  • ▼  2026 (81)
    • ▼  setembro (5)
      • feira do livro do porto 2026
      • descolonizar o sujeito poético, sara duarte brandão
      • linhas de valor acrescentado, inês meneses
      • o olhar diagonal das coisas, ana luísa amaral
      • as coisas maravilhosas de agosto
    • ►  julho (9)
    • ►  junho (12)
    • ►  maio (8)
    • ►  abril (10)
    • ►  março (11)
    • ►  fevereiro (12)
    • ►  janeiro (14)
  • ►  2025 (206)
    • ►  dezembro (21)
    • ►  novembro (12)
    • ►  outubro (14)
    • ►  setembro (16)
    • ►  agosto (1)
    • ►  julho (18)
    • ►  junho (19)
    • ►  maio (21)
    • ►  abril (22)
    • ►  março (21)
    • ►  fevereiro (19)
    • ►  janeiro (22)
  • ►  2024 (242)
    • ►  dezembro (24)
    • ►  novembro (17)
    • ►  outubro (17)
    • ►  setembro (18)
    • ►  agosto (12)
    • ►  julho (23)
    • ►  junho (20)
    • ►  maio (23)
    • ►  abril (22)
    • ►  março (21)
    • ►  fevereiro (21)
    • ►  janeiro (24)
  • ►  2023 (261)
    • ►  dezembro (23)
    • ►  novembro (22)
    • ►  outubro (22)
    • ►  setembro (21)
    • ►  agosto (16)
    • ►  julho (21)
    • ►  junho (22)
    • ►  maio (25)
    • ►  abril (23)
    • ►  março (24)
    • ►  fevereiro (20)
    • ►  janeiro (22)
  • ►  2022 (311)
    • ►  dezembro (23)
    • ►  novembro (22)
    • ►  outubro (21)
    • ►  setembro (22)
    • ►  agosto (17)
    • ►  julho (25)
    • ►  junho (30)
    • ►  maio (31)
    • ►  abril (30)
    • ►  março (31)
    • ►  fevereiro (28)
    • ►  janeiro (31)
  • ►  2021 (365)
    • ►  dezembro (31)
    • ►  novembro (30)
    • ►  outubro (31)
    • ►  setembro (30)
    • ►  agosto (31)
    • ►  julho (31)
    • ►  junho (30)
    • ►  maio (31)
    • ►  abril (30)
    • ►  março (31)
    • ►  fevereiro (28)
    • ►  janeiro (31)
  • ►  2020 (366)
    • ►  dezembro (31)
    • ►  novembro (30)
    • ►  outubro (31)
    • ►  setembro (30)
    • ►  agosto (31)
    • ►  julho (31)
    • ►  junho (30)
    • ►  maio (31)
    • ►  abril (30)
    • ►  março (31)
    • ►  fevereiro (29)
    • ►  janeiro (31)
  • ►  2019 (348)
    • ►  dezembro (31)
    • ►  novembro (30)
    • ►  outubro (29)
    • ►  setembro (30)
    • ►  agosto (16)
    • ►  julho (31)
    • ►  junho (30)
    • ►  maio (31)
    • ►  abril (30)
    • ►  março (31)
    • ►  fevereiro (28)
    • ►  janeiro (31)
  • ►  2018 (365)
    • ►  dezembro (31)
    • ►  novembro (30)
    • ►  outubro (31)
    • ►  setembro (30)
    • ►  agosto (31)
    • ►  julho (31)
    • ►  junho (30)
    • ►  maio (31)
    • ►  abril (30)
    • ►  março (31)
    • ►  fevereiro (28)
    • ►  janeiro (31)
  • ►  2017 (327)
    • ►  dezembro (30)
    • ►  novembro (29)
    • ►  outubro (31)
    • ►  setembro (30)
    • ►  agosto (17)
    • ►  julho (29)
    • ►  junho (30)
    • ►  maio (24)
    • ►  abril (28)
    • ►  março (31)
    • ►  fevereiro (28)
    • ►  janeiro (20)
  • ►  2016 (290)
    • ►  dezembro (21)
    • ►  novembro (23)
    • ►  outubro (27)
    • ►  setembro (29)
    • ►  agosto (16)
    • ►  julho (26)
    • ►  junho (11)
    • ►  maio (16)
    • ►  abril (30)
    • ►  março (31)
    • ►  fevereiro (29)
    • ►  janeiro (31)
  • ►  2015 (365)
    • ►  dezembro (31)
    • ►  novembro (30)
    • ►  outubro (31)
    • ►  setembro (30)
    • ►  agosto (31)
    • ►  julho (31)
    • ►  junho (30)
    • ►  maio (31)
    • ►  abril (30)
    • ►  março (31)
    • ►  fevereiro (28)
    • ►  janeiro (31)
  • ►  2014 (250)
    • ►  dezembro (31)
    • ►  novembro (30)
    • ►  outubro (28)
    • ►  setembro (23)
    • ►  agosto (13)
    • ►  julho (27)
    • ►  junho (24)
    • ►  maio (18)
    • ►  abril (16)
    • ►  março (14)
    • ►  fevereiro (11)
    • ►  janeiro (15)
  • ►  2013 (52)
    • ►  dezembro (13)
    • ►  novembro (10)
    • ►  outubro (9)
    • ►  setembro (11)
    • ►  agosto (9)
Com tecnologia do Blogger.

Copyright © Entre Margens. Designed by OddThemes