Morre-me um pouco a alma [e a calma] todos os dias. Em câmara lenta. Mas não será esse o estado natural de quem vive suspenso na imprevisibilidade da vida?
«Dei-te tudo o que havia para dar (...) E só dei sem colher»
Faz hoje um ano que os vi pela primeira vez ao vivo. E depois dessa seguiram-se mais duas oportunidades. E em todas elas percebi que se superaram a todos os níveis. Dou bastante importância a datas porque marcam momentos; permitem à nossa memória recuar no tempo e vivê-los mais um pouco. Neste fragmento de saudade é como se os ouvisse novamente perto. É como se sentisse os acordes das guitarras. As gargalhadas. Os aplausos. O talento. E é mesmo isso que eu tenho: saudades. Do ambiente incrível. Dos rasgos de genialidade que foram traçando no seu percurso curto, mas promissor. Quando vemos alguém com tanta qualidade ambicionamos o melhor para o futuro que está mesmo ali, tão perto. Eles são quatro, o que significa quadruplicar os desejos e a vontade. Tenho saudades de os ver em palco. Das novidades que nos faziam chegar. Da roupagem nova a todas as músicas que não sendo deles passaram a ter o seu nome cravado. Porque eles chegaram e marcaram. Um estilo. Gerações. Corações. Porque aquilo que fazem não se esquece - nem é possível. Acredito que nós somos aquilo que fazemos e eles dão um novo rumo à música que é tão nossa. E aos poucos conquistam um espaço que é tão deles. Porque têm talento a correr-lhes na alma. Um ano depois de nos termos encontrado em Arouca, tenho saudades de os ver a ser aquilo que fazem de melhor: os Aurora!
Parabéns, David, espero que tenhas um dia muito feliz*
«Eu sou tudo o que vivemos, mais o que deixei por viver. Sou a soma dos anos, dos risos e das angústias. Não posso ser o que fui quando não sou o que era. Nem tu podes querer que eu seja a pessoa que tu gostavas que fosse».
A probabilidade de não compreenderem algumas coisas em mim é grande, até porque isso dependerá sempre do que cada um de nós é, gosta ou defende. E varia, uma vez que aquilo que não é compreensível para um pode ser para outro e vice-versa. Tenho a certeza que, por exemplo, a maior parte dos meus amigos não entende a minha vontade de acordar sempre cedo e de, efetivamente, gostar de o fazer - sobretudo nas férias. Para um grupo que preza muito dormir é normal que não consigam, mas a verdade é que adoro mesmo acordar cedo! Não contando com os dias em que tenho que ir para a ESE (porque aí levanto-me às 6h55), o meu despertador toca sempre às 9h, independentemente de ter algo concreto ou não para fazer. É um hábito que tenho desde criança e nunca precisei que me viessem acordar - todos os dias às 7h estava desperta para ver o Doraemon no Canal Panda. E desde então nunca o perdi, porque rapidamente percebi que o dia rende mais se não me deixar ficar na cama até tarde. Prefiro ter que inventar maneiras de me ocupar do que perder uma incrível manhã de sol por causa de mais cinco minutos debaixo dos lençóis.
«Cozinhar é como tecer um delicado manto de aromas, cores, sabores, texturas. Um manto divino que se deitará sobre o paladar de alguém sempre especial», Sayonara Ciseski
O verão está a chegar e as pessoas começam a preocupar-se mais com a alimentação, por isso, e como não quero que faltem receitas que sustentem a «operação biquíni 2015», decidi partilhar algo extremamente saudável e que nos permitirá ficar em forma: salame de chocolate! Brincadeira à parte, até porque precisamos de tudo um pouco desde que não seja em exagero, é das sobremesas mais simples e rápidas de serem feitas - além de que sabe bem em qualquer altura. Só desta vez, vamos esquecer as calorias. E para que a consciência não pese comemos só uma fatia. Prometo que a seguir fecho a gaveta da doçaria e vamos todos correr durante uma hora e fazer sequências de abdominais, flexões de braços, agachamentos e saltos de canguru. Parece-vos bem?
«Você conseguiria ficar feliz durante 100 dias seguidos?»
O desafio dos #100happydays rapidamente se transformou num que se prolongasse durante o ano todo. Se houve mês em que a dificuldade em estar atenta aos pequenos detalhes se fez sentir foi, sem dúvida alguma, no de maio, por ter sido o mais preenchido, aquele onde a pressão foi maior e o mais decisivo a nível de estudos. Ainda assim, não deixei que isso me impedisse de continuar aquilo a que me propus. E o resultado está à vista!