Quando a nossa mente nos começa a falhar somos reduzidos, de forma gradual, a pequenos nadas. Aquilo que éramos já não somos mais. Ficamos dormentes. Caminhamos no limbo. É como se entrássemos num compartimento que não conhecíamos até então. E vamos oscilando entre um estado de consciência e inconsciência que nos desliga de nós.
[tenho medo do amanhã]
«(...) Dá o vento na cara
E nada nos pára
Nada nos pára
Perto, tão perto
Do oásis no deserto
Longe, tão longe
De ir lá hoje
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«Tente a sua sorte! A vida é feita de oportunidades. O homem que vai mais longe é quase sempre aquele que tem coragem de arriscar», Dale Carnegie
Esquece a coragem. Se estás à espera que ela apareça por magia bem que podes puxar uma cadeira para que a força das pernas não te falhe!
O segredo é avançar. Com ou sem medo. De preferência com. Sabes porquê? Porque é aí que vais perceber que estás a sair da tua zona de conforto, para pisar terreno incerto. Ninguém tem receio do que conhece. O que nos devia motivar a virar à esquerda é o facto de não sabermos o que nos espera. Por isso, não precisas dessa firmeza de ânimo que te protege do perigo. Precisas é de vontade para encontrar força pelo caminho, principalmente em todos os obstáculos que superares. Se continuas à espera que ela apareça depois de estalares os dedos bem que não darás passo algum.
Esquece a coragem. Ou a falta dela. Mergulha na aventura que é viver sem rede.
M, 19.02.2015
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Sabes o que é que me intriga? Já estiveste no meu lugar e, mesmo assim, isso não te impediu de teres as mesmas atitudes que te magoaram.
Seremos realidades fieis do que se passa dentro e fora de nós, ou apenas emergimos num mundo em paralelo de onde não conhecemos história?
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É no final dessa onda, que se forma com precisa lentidão, que os nossos medos se desvanecem e os nossos sonhos se alinham. Mas até lá, esse sabor salgado a maresia vai-nos ensinando a equilibrar em cima da prancha, balançado as incertezas que se apoderam da nossa postura pouco convicta de que o caminho é sempre em frente.
«Trouxeste o olhar baço
Entre a tristeza e o cansaço
Dizes tudo aquilo que eu já sei
Errei, mas eu também
Não prometi a ninguém
Ser eternamente a solução
(...)
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Há expressões que utilizo com alguma regularidade. «Cada um
tem de mim aquilo que conquista» é, precisamente, um desses exemplos. Contudo,
a questão já não passa apenas pelo conquistar, mas sim pelo preservar. Porque se
já não é fácil conseguir a primeira, a segunda requer um trabalho acrescido. Mas
quando há vontade, as pessoas não dão os outros por garantidos e continuam a
fazer de tudo para que as ligações se estreitem.
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O Principezinho - O Grande Livro Pop-Up! «É uma das edições mais bonitas alguma vez publicadas da obra-prima de Saint-Exupéry. Nela a narrativa ganha uma nova vida, e as maravilhosas aguarelas do autor são investidas de um movimento e de uma graciosidade tais que se tornam ainda mais próximas do leitor. O principezinho, a rosa, a raposa surgem diante dos nossos olhos mais vivos e reais que nunca, prontos para arrebatar o espírito encantado das crianças e o de todos os adultos que conservam ainda intacta essa mesma capacidade de encantamento perante a beleza pura que envolve e ilumina a obra de Saint-Exupéry». Não mudo uma vírgula nesta descrição. Só é pena o preço não ser propriamente convidativo, mas a verdade é que é um trabalho com uma qualidade extraordinária. Se há história que me conquista sempre que a releio é esta. E espero mesmo conseguir adquirir esta versão!
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Faz frio lá fora. E a minha vontade passa por acender a lareira, aliar-me de uma chávena generosa de chocolate quente e aconchegar-me no calor do teu abraço. Incentivas-me a pegar na máquina fotográfica e a ir para a rua. Quero permanecer enrolada na minha manta de xadrez, mas o teu olhar de menino inocente torna-se irresistível quando me tentas convencer de algo. Controlo o impulso de fugir de ti e desafio-te com um sorriso que tem tanto de doce, como de endiabrado. Não cais no meu jogo, mas eu não desisto. E permanecemos nesta brincadeira sem sentido durante horas. E continua a fazer frio lá fora. E entretanto anoiteceu...
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«Relacionamento não é só prazer. Não é só festa, viagem, risada, diversão, brinde, sexo, beijo, cumplicidade. Relacionamento tem fase chata, de vez em quando tem briga, discussão, chatices, rotina, implicâncias, ciúme, bate boca. A gente tem que lidar, conviver e amar uma pessoa que veio de outra família, outro mundo, tem outra criação, outros costumes, outros pensamentos, outro jeito de viver. Você tem que aceitar aquela pessoa como ela é e isso dá muito trabalho. O amor é lindo sim, e ele é a maior recompensa para quem não tem medo de enfrentar os próprios medos e os medos do outros. É querer estar com a pessoa independente de qualquer coisa ou situação. Pelo simples facto de estar junto», Caio Fernando Abreu.