Entre Margens
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«O livro é um mestre que fala mas que não responde», Platão


Sou uma adepta assumida do livro físico. Adoro folhear as páginas, sentir a textura da capa e o cheiro característico das folhas e marcar as minhas passagens favoritas com todas aquelas setas autocolantes coloridas. No entanto, adquirir um livro equivale a uma despesa que nem sempre posso suportar, porque há outras que se revelam prioritárias. Sendo assim, adio-a até surgir uma altura mais oportuna.
Imagem retirada da página de facebook

O youtube é um aliado no que diz respeito a ouvir música diariamente. Mas não só. Também me perco a ver vídeos sobre os mais variados temas, desde que me captem a atenção - quer pelo conteúdo, quer pelo(s) interveniente(s). Muito recentemente, descobri o canal Bumba na Fofinha, uma personagem fictícia que nos permite uma «reciclagem de trivialidades com visitas regulares à Parvónia». Vi todos os seus vídeos de uma assentada, por causa das temáticas abordadas e, sobretudo, pela simplicidade e genuinidade que nos transmitem. A Mariana Cabral, pessoa que dá vida a Bumba na Fofinha, tem piada e é muito natural na sua forma de abordar os mais diversos assuntos. Não há um único vídeo que não me tenha feito rir. As suas expressões são muito engraçadas. E sempre que sai um novo trabalho não demoro muito a ir vê-lo. No meio de tantas opções, é bom perceber que existem pessoas que primam pela qualidade e autenticidade!



«Para sempre no meu coração
Nada vai levar você de mim
Vou com você até longe daqui
Imagem retirada do google

... Paixão!

«Fotografar é uma maneira de ver o passado. Fotografar é uma forma de expressão, o "congelamento" de uma situação e seu espaço físico inserido na subjetividade de um realismo virtual».


Coimbra sabe a história. A tradição. A ruas de encanto. E é paragem obrigatória, pelo menos, duas vezes por ano. Nunca me canso de a visitar, até porque há sempre mais um recanto para descobrir. Tenho memórias muito felizes, desde as constantes visitas ao Portugal dos Pequenitos até aos pequenos-almoços que marcavam o início das férias. Qualquer pretexto é bom para regressar. E foi em mais um regresso a casa, depois de um longo passeio por este país mágico, que estacionamos o carro e deixamos que a cidade dos estudantes nos conquistasse novamente. Subimos ao Mosteiro de Santa Clara-a-Nova. Contemplamos a vista magnífica. E perdemo-nos a observar os infinitos pormenores que se cruzavam no nosso caminho. Acompanham-me?
Imagem retirada do facebook de Tiago Bettencourt

«A minha ideia é que há música no ar, há música à nossa volta, o mundo está cheio de música e cada um tira para si simplesmente aquela de que precisa», 
Edward Elgar.


Não passo um dia sem ouvir música. E após uma nova jornada com a gaveta d' O que fala ao coração fechada, resolvi voltar a abri-la. E com um nome de peso no panorama musical português. Arranjem um espaço na sala, e na vossa vida, para o acomodarem. Apesar de ser apenas um, pode sempre chegar com companhia. Quanto mais não seja com o seu talento gigantesco.
Imagem retirada do google

Tão pouco. E, ainda assim, foi amor. Inteiro. Desprovido de enganos. Confidente. Só não poderia durar para sempre. Porque não nos pertencíamos para além do tempo: daquele em que os nossos corpos foram paz! 
Imagem retirada do google

Uma noite muito mal dormida. Um coração a mil. Muitos nervos. Muitas dúvidas. Mas uma certeza: o meu sonho estava cada vez mais perto de se realizar. Estar perante um júri é assustador, não tanto pela apresentação em si, mas pelas perguntas que nos podem colocar. Porque se a primeira opção depende exclusivamente de nós, a segunda não. Naturalmente, estava segura do meu trabalho, daquilo que tinha feito. Mas o desconhecido assusta sempre, sobretudo porque não o controlamos. Confesso que quando me diziam que aquele momento passava num abrir e fechar de olhos não acreditava. Da mesma maneira que achava impensável estar tranquila no momento em que me sentasse para ouvir os comentários/as perguntas do meu arguente. Mas é exatamente nessa altura que percebemos que não há volta a dar. E que esta prova não é mais do que uma partilha daquilo que foi o nosso percurso. E como me disse a minha presidente de júri, «foste tu que realizaste o estágio, ninguém está mais preparado para falar sobre ele do que tu. Vai correr tudo bem». E correu! Porque enquanto decorria a defesa fui desconstruindo aquilo que ela significa. De facto, não dei pelo tempo passar. E é com um enorme sentimento de orgulho que hoje posso afirmar que sou Mestre em Educação Pré-Escolar. Mais do que isso, conquistei o meu maior sonho: ser Educadora de Infância. «Hoje é o primeiro do resto da tua vida», que venha a próxima etapa! 

«Se o vento não mudar
Vou dar até sentir
Que há uma razão
Para crer 
Que é bem melhor existir
Eu sei
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... piqueniques!
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andreia morais

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