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Julguei tantas vezes o teu silêncio. Aos meus olhos, era a demonstração clara da pouca importância que tinha para ti. Mas... E o meu silêncio? Que desculpa tinha eu? Nesta ordem de ideias, não terias também tu o direito de me achar distante e desinteressada? Acredito, em pleno, na lei da reciprocidade. Não podes ser só tu. Nem posso ser só eu. Temos que nos encontrar a meio de um caminho que funcione para ambos, onde não corramos o risco de nos perdermos em interpretações erradas que só nos afastam.
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Os candeeiros turcos, em mosaico, que se encontram nas feiras medievais! São encantadores e de uma beleza fascinante. Se pudesse, trazia um exemplar de cada para casa, até porque juntando vários conseguimos criar um ambiente bastante acolhedor e agradável. Não importa a quantidade de vezes que já os vi expostos em inúmeras bancas, perfeitamente alinhados por tamanho e com as suas cores maravilhosas, pois irei sempre perder-me a contemplá-los. Parecem pedaços de magia. E um sonho que nos transporta para outra realidade.
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Eu, menina das palavras, das histórias sem fim, do encanto que é perder-me no abraço que uma boa frase/um bom texto consegue dar, começo a acreditar que as palavras estão em crise. Não, as palavras não. As pessoas. Que as banalizam pelo pouco que lhes parece tudo. E que as levam a retirar o toque especial que a palavra preserva. E os gestos ganham destaque. Têm cada vez mais valor. Não os estraguem também!
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Estou perdida na tua mentira, meu bem. Nessa luz negra que emanas e inundas no meu ser frágil e tão cheio de amor por ti. Estou perdida nessa mentira que me sussurras ser afeto. E o pior? Iludo-me constantemente. E pareço gostar da sensação de me perder no teu corpo. Nas tuas palavras condescendentes. E na tua alma vazia. Porque continuo a procurar a tua presença, mesmo sabendo que ficaria muito melhor sem ela.
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Estou de volta a casa. As férias no meu refúgio chegaram ao fim. Sinto que passaram a voar, mas souberam-me pela vida!
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O modo férias foi ativado. As gavetas da minha casa encantada vão entrar em pausa, para reposição de energias. Tal como o ano passado, faz-me mais sentido não deixar publicações agendadas durante a minha ausência, porque não terei forma de retribuir todo o vosso carinho. Vou só ali aproveitar uns dias de descanso, mas depois volto. E espero trazer a bagagem a abarrotar de aventuras e inspirações. E encontrar-vos desse lado. Até já!
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«Uma parte de mim já se foi, sou outro neste instante e outro serei ainda se continuo a existir»
Caminho sobre linhas curvilíneas de saudade. Quando olho o tempo, questiono-me onde andou toda esta determinação que hoje sinto dentro de mim. Há dias em que não me reconheço. Observo o espelho com curiosidade e é como se as rugas de expressão refletidas não fossem as minhas. É como se aquela história, muda diante da minha silhueta, fosse a de um estranho. De onde venho, para onde vou, quem sou eu... Há momentos em que não reconheço a mulher em que me tornei. Mas talvez seja melhor assim.
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«No fundo de um buraco ou de um poço acontece descobrir-se as estrelas», Aristóteles
Reencontros. Adoro matar saudades das minhas pessoas do bem. Das gargalhadas, das confidências, dos disparates. No fundo, de estar rodeada da presença delas e de sentir as cordas a estreitarem-se. E um jantar é sempre um ótimo pretexto. Para estarmos juntos. E para conhecermos restaurantes novos.
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«Eu e tu perdidos num momento», Paulo Sousa
Hoje entendo a ilusão em que caí profundamente, como se me tivesse deixado enfeitiçar por essas tuas palavras preenchidas de um charme tão próprio e natural. Ainda assim, sinto as saudades a gritarem dentro do meu peito, pedindo de volta o tempo em que coexistimos em perfeita simbiose. Estás tão longe. E eu tão perto do abismo. E quanto mais avanço, mais ouço os teus passos a recuarem. Já acreditei com mais certezas nesse sentimento que insistes em afirmar sentir. Falas, mas a tua voz parece vazia. De ti. Estimei-te tanto. Amei-te em silêncio. Rejeitei-me, como se não fosse digna do teu apreço. E tropeçando em acasos da vida, retirei-te a máscara que achei que não te serviria; que nunca usarias, porque em ti via verdade. Até desvendar essa essência que não me conquista. Que me repele. E me magoa. E, mesmo assim, sinto todas as minhas forças a puxarem-te para a minha vida, para que nunca te afastes de mim. Talvez porque precise de acreditar que não te inventei contornos encantados; que tu és exatamente como te imaginei. E porque carrego em mim luz suficiente para ver em ti essa bondade infinita de um coração puro.