Entre Margens


«Sobe caracol 
Muro branco lentamente 
Sem pressa de chegar
Só para ver o mar

Bola de sabão a voar
Livremente até rebentar
Fotografia da minha autoria


... Portas!

[Através da fotografia transmito muito daquilo que me fascina. E há sempre algo numa porta que me faz parar, principalmente, quando apresenta um traço distintivo e/ou uma cor mais particular, contrastando com toda a sua estrutura. Além disso, esconde inúmeras oportunidades. Resguarda o que é íntimo. E pode ser a entrada para a nossa bolha de segurança. Talvez imagine em demasia, mas sinto que uma porta é sempre mais do que a sua representação literal. E a olho nu ou atrás de uma máquina fotográfica, divago pelos vários significados que pode assumir]
Fotografia da minha autoria


«Há espaço para novas oportunidades?»



Outubro é, por norma, sinónimo de regressos. É neste mês que a minha televisão volta a ser ocupada pelas minhas séries de eleição - tão desafiantes e familiares -, mas permitindo que outras sejam acrescentadas à lista, caso se justifique. Como mencionei nesta publicação, o grande problema associado a estes programas é que têm um prazo de validade - mais ou menos duradouro dependendo de vários fatores - e a despedida é sempre dolorosa. Custou-me bastante quando Castle chegou ao fim, mas acaba por ser um conforto extra perceber que os protagonistas não estão muito tempo longe do ecrã.
Fotografia da minha autoria


«Paixão e distância, azar e destino, dor e prazer... qual o verdadeiro rosto do amor?



É com um enorme conforto no peito que desembrulho presentes que escondem livros. E a primeira razão é facilmente identificável, ou não fosse a leitura uma das minhas grandes paixões. Mas adoro, sobretudo, que me ofereçam livros porque é um elo que se estreita. Porque as pessoas acabam por, inconscientemente, projetar os seus gostos e por nos descreverem - a nós, mas também a uma realidade que se pode adequar ao nosso contexto ou a um caminho que faria sentido descobrirmos. E todo esse encanto acresce quando nos brindam com obras das suas bibliotecas pessoais, como se fosse uma passagem de testemunho, um tesouro que nos confiam para cuidar com amor.
Fotografia da minha autoria


A Teresa Silva [Ontem é só Memória] e a Marisa Cavaleiro [Marisa's Closet], a quem agradeço antes de avançar, desafiaram-me a responder à tag 14 perguntas, há bastante tempo. Confesso que, apesar de não me ter esquecido, fui adiando esta publicação, porque acabei por priorizar outras temáticas. E, mesmo acreditando que as tag's são uma maneira descontraída e engraçada de conhecer um pouco mais de quem escreve, pessoalmente, prefiro partilhá-las de forma espaçada, para ir desvendando diversas particularidades aos poucos. E chegou, finalmente, o momento de concretizar esta nomeação. Como sabem, não selecionarei alguém para lhe dar continuidade, mas sintam-se à vontade para responder, se assim o desejarem [podem, inclusive, fazê-lo nos comentários]. Passamos às questões?
Fotografia da minha autoria


«Não se pode esperar um final feliz de uma história de terror»



A rotina pode ser uma coisa enfadonha para quem a cumpre sem alterações - por mínimas que sejam. Em contrapartida, é maravilhosa para quem, como eu, se alimenta da desatenção e do medo de jovens indefesos, tão absortos nas suas vidas automatizadas, que nem tempo lhes dão para perceberem que o perigo as cerca. Aos poucos. De um jeito sufocante.
Fotografia da minha autoria


«Llévame donde deje mi corazón»



A música portuguesa é quase uma extensão da minha personalidade, porque me acompanha desde sempre. Além disso, acredito e admiro a nossa língua, os nossos artistas e a qualidade que os caracteriza. No entanto, não sou extremista ao ponto de não me permitir apreciar o que é produzido no estrangeiro. Nem é esse o propósito. E não potencio uma rivalidade perfeitamente desnecessária. Em mim, há espaço suficiente para ambas as vertentes, mesmo que tenha tendência a escutar mais uma do que outra. Atendendo a que a minha curiosidade é transversal a qualquer idioma, vou descobrindo músicos que me arrebatam por completo.


«Quando o teu chão ceder
A solidão entrar
Não duvides
A dor acaba por passar
Fotografia da minha autoria


... Carrinha Pão de Forma!

[Há traços que nos definem. E o meu fascínio por este clássico da Volkswagen é um deles. Porque representa um sonho quase tão antigo como a minha existência. E porque simboliza viagens, família e liberdade. Não sei precisar o momento em que me perdi de encanto por ele, mas sei que foi bastante natural, enraizando-se na minha essência até hoje - e para sempre. Aos poucos, vou aumentando a minha coleção e continuo a alimentar a ambição de, um dia, adquirir um verdadeiro, por mais irreal que isso pareça. Não projeto muito o futuro a longo prazo, mas, por exemplo, adorava que este modelo tão mítico fosse o transporte do meu casamento. Se será possível? Aguardemos. Por agora, sou muito feliz com os que tenho em miniatura - não só em versão carrinha, mas também em diferentes variantes, como ímanes, postais, canecas, velas. E tenho a certeza de que serão, eternamente, uma parte de mim - e d' As gavetas da minha casa encantada] 
Fotografia da minha autoria


«O primeiro amor [após 19 tentativas vãs]»



A minha lista de desejos literários, como já confidenciei inúmeras vezes, aumenta mais do que aquilo que diminui. E, inevitavelmente, há títulos que se mantêm presentes, à espera da sua oportunidade de vir morar na estante cá de casa. Alguns conseguem esse feito, mas outros permanecem em suspenso, enquanto não chega o seu momento - se é que algum dia chegará - de me abraçarem com a sua história. Como a leitura anterior tinha sido tão positiva, decidi voltar a John Green, recuperando uma das suas obras que está há mais tempo no meu foco.
Fotografia da minha autoria


«É que, meu bem, eu nasci livre»



Eu sei que prefiro andar às voltas, por becos intermináveis, em vez de seguir em linha reta. Mas, se jogasse sempre pelo seguro, nunca te teria conhecido. E, muito menos, te teria amado. Se tivesse continuado em frente, em todas as vezes que a rota se dividiu, não teria aproveitado os prazeres das ruas à direita, nem as tentações das que permanecem à esquerda; nem todo o mistério e todos os recantos que as completam e as tornam, minimamente, identificáveis - ainda que, em certas ocasiões, aparentassem ser iguais, sobretudo, quando o meu sentido de orientação fugia de mim.
Mensagens mais recentes Mensagens antigas Página inicial

andreia morais

andreia morais

a escrever entre margens, poesia e sobre cultura portuguesa


o-email
asgavetasdaminhacasaencantada
@hotmail.com

portugalid[arte]

no silêncio

instagram | pinterest | goodreads | e-book | twitter

margens

  • ▼  2026 (76)
    • ▼  julho (9)
      • as coisas maravilhosas de julho
      • entrelinhas julho
      • cordão, ana freitas reis
      • o primo basílio, eça de queiroz
      • uma porta de vidro entre o céu e o inferno, susana...
      • também há rios no céu, elif shafak
      • entrelinhas junho
      • as coisas maravilhosas de junho
      • gira-discos junho '26
    • ►  junho (12)
    • ►  maio (8)
    • ►  abril (10)
    • ►  março (11)
    • ►  fevereiro (12)
    • ►  janeiro (14)
  • ►  2025 (206)
    • ►  dezembro (21)
    • ►  novembro (12)
    • ►  outubro (14)
    • ►  setembro (16)
    • ►  agosto (1)
    • ►  julho (18)
    • ►  junho (19)
    • ►  maio (21)
    • ►  abril (22)
    • ►  março (21)
    • ►  fevereiro (19)
    • ►  janeiro (22)
  • ►  2024 (242)
    • ►  dezembro (24)
    • ►  novembro (17)
    • ►  outubro (17)
    • ►  setembro (18)
    • ►  agosto (12)
    • ►  julho (23)
    • ►  junho (20)
    • ►  maio (23)
    • ►  abril (22)
    • ►  março (21)
    • ►  fevereiro (21)
    • ►  janeiro (24)
  • ►  2023 (261)
    • ►  dezembro (23)
    • ►  novembro (22)
    • ►  outubro (22)
    • ►  setembro (21)
    • ►  agosto (16)
    • ►  julho (21)
    • ►  junho (22)
    • ►  maio (25)
    • ►  abril (23)
    • ►  março (24)
    • ►  fevereiro (20)
    • ►  janeiro (22)
  • ►  2022 (311)
    • ►  dezembro (23)
    • ►  novembro (22)
    • ►  outubro (21)
    • ►  setembro (22)
    • ►  agosto (17)
    • ►  julho (25)
    • ►  junho (30)
    • ►  maio (31)
    • ►  abril (30)
    • ►  março (31)
    • ►  fevereiro (28)
    • ►  janeiro (31)
  • ►  2021 (365)
    • ►  dezembro (31)
    • ►  novembro (30)
    • ►  outubro (31)
    • ►  setembro (30)
    • ►  agosto (31)
    • ►  julho (31)
    • ►  junho (30)
    • ►  maio (31)
    • ►  abril (30)
    • ►  março (31)
    • ►  fevereiro (28)
    • ►  janeiro (31)
  • ►  2020 (366)
    • ►  dezembro (31)
    • ►  novembro (30)
    • ►  outubro (31)
    • ►  setembro (30)
    • ►  agosto (31)
    • ►  julho (31)
    • ►  junho (30)
    • ►  maio (31)
    • ►  abril (30)
    • ►  março (31)
    • ►  fevereiro (29)
    • ►  janeiro (31)
  • ►  2019 (348)
    • ►  dezembro (31)
    • ►  novembro (30)
    • ►  outubro (29)
    • ►  setembro (30)
    • ►  agosto (16)
    • ►  julho (31)
    • ►  junho (30)
    • ►  maio (31)
    • ►  abril (30)
    • ►  março (31)
    • ►  fevereiro (28)
    • ►  janeiro (31)
  • ►  2018 (365)
    • ►  dezembro (31)
    • ►  novembro (30)
    • ►  outubro (31)
    • ►  setembro (30)
    • ►  agosto (31)
    • ►  julho (31)
    • ►  junho (30)
    • ►  maio (31)
    • ►  abril (30)
    • ►  março (31)
    • ►  fevereiro (28)
    • ►  janeiro (31)
  • ►  2017 (327)
    • ►  dezembro (30)
    • ►  novembro (29)
    • ►  outubro (31)
    • ►  setembro (30)
    • ►  agosto (17)
    • ►  julho (29)
    • ►  junho (30)
    • ►  maio (24)
    • ►  abril (28)
    • ►  março (31)
    • ►  fevereiro (28)
    • ►  janeiro (20)
  • ►  2016 (290)
    • ►  dezembro (21)
    • ►  novembro (23)
    • ►  outubro (27)
    • ►  setembro (29)
    • ►  agosto (16)
    • ►  julho (26)
    • ►  junho (11)
    • ►  maio (16)
    • ►  abril (30)
    • ►  março (31)
    • ►  fevereiro (29)
    • ►  janeiro (31)
  • ►  2015 (365)
    • ►  dezembro (31)
    • ►  novembro (30)
    • ►  outubro (31)
    • ►  setembro (30)
    • ►  agosto (31)
    • ►  julho (31)
    • ►  junho (30)
    • ►  maio (31)
    • ►  abril (30)
    • ►  março (31)
    • ►  fevereiro (28)
    • ►  janeiro (31)
  • ►  2014 (250)
    • ►  dezembro (31)
    • ►  novembro (30)
    • ►  outubro (28)
    • ►  setembro (23)
    • ►  agosto (13)
    • ►  julho (27)
    • ►  junho (24)
    • ►  maio (18)
    • ►  abril (16)
    • ►  março (14)
    • ►  fevereiro (11)
    • ►  janeiro (15)
  • ►  2013 (52)
    • ►  dezembro (13)
    • ►  novembro (10)
    • ►  outubro (9)
    • ►  setembro (11)
    • ►  agosto (9)
Com tecnologia do Blogger.

Copyright © Entre Margens. Designed by OddThemes