O primeiro voo é assustador. Exige muita convicção. E uma certa dose de loucura, porque acreditamos que o lento e doce abrir de asas é natural e é o impulso necessário para levitar. Mas há sempre uma réstia de chão que nos aprisiona: pelo conforto. E porque o risco de cair é menor. Só que a vista também se torna menos apaixonante, sobretudo, para quem nasceu para conhecer o mundo de cima: entre o aconchego das nuvens ou naquela planície de céu aberto.
Fotografia da minha autoria
«Cozinhar é como tecer um delicado manto»
A minha bebida de eleição é, de longe, o chá. Seja quente - para aconchegar o tempo mais frio -, seja gelado - para refrescar em horas de maior calor -, não dispenso a sua companhia. Além disso, é um excelente aliado para não descurar a minha hidratação. Porque torna o processo muito mais intuitivo e saboroso. No entanto, também sou apreciadora de água no seu estado puro. E, recentemente, tenho experimentado outra alternativa: água aromatizada.
«Eu vivo inquieta
Por estar inquieta
Eu tenho uma meta
Mas não chego lá
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... Sete!
[Há particularidades nossas que se agregam ao nosso coração de uma maneira - quase - irracional, porque nem sempre temos uma explicação lógica e profunda para tudo o que envolve os nossos gostos e as nossas crenças. Pessoalmente, sempre adorei o número sete. Foi daquelas identificações automáticas e, porventura, inconscientes. E sei que se manterá eternamente. Além do mais, esta aproximação intensificou-se quando o jogador que mais admiro - Ricardo Quaresma - passou a vestir o sete no nosso Mágico Porto. E há várias escolhas que têm por base este número: até criei uma semana temática n' As gavetas da minha casa encantada que o contempla, pois acredito que devemos aproveitar todos os detalhes que nos distinguem. Como diria a minha avó materna, cada tolo tem a sua mania. Esta é a minha. E significa-me muito]
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30 anos. Alma de viajante
O dia acordou sereno. Fora da minha tenda, há melros que assobiam o meu destino. Embora não seja capaz de traduzir a sua linguagem, sinto a fatalidade da melodia doce. Tão irónica. Sempre cortante. E pronta a deixar-me no limbo. Será que as vozes que me tentaram alertar dos infinitos perigos - que nunca vivi - carregam algum tipo de verdade?
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«Tenho o hábito de olhar para a vida através dum vidro...»
A Feira do Livro do Porto, para além de acontecer num dos meus locais favoritos da cidade - os Jardins do Palácio de Cristal -, é palco de infinitos mundos e histórias, que me transportam e que me fazem sentir em casa. Todos os anos regresso. E sempre com objetivos distintos. Na edição de 2018, procurei usufruir mais das promoções, aumentando a minha biblioteca. Mas também fui com o intuito de, na despedida, desfrutar de um evento que considero o expoente máximo de generosidade entre o autor e o leitor: a apresentação do seu livro.
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«Construir o meu castelo numa base lunar»
A reta final de maio tinha reservado um lançamento musical que aguardava há muito tempo. Afinal, quando determinado artista nos cativa, estranho seria não vivermos estas conquistas com entusiasmo. E de coração a transbordar ansiedade e orgulho. Além disso, é sempre diferente escutar canções soltas ou descobri-las numa composição de longa duração, como é o caso do álbum. As minhas expectativas estavam, portanto, elevadas. E fui completamente conquistada pelo resultado.
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«O amor dá sentido»
Recuso-me a aceitar
Que há outro tipo de amor
Para além do verdadeiro
Do que nos corre na alma
Sem cobrança
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«A vida não é sobre metas, conquistas e linhas de chegada. É sobre quem você se torna nessa caminhada»
A minha caminhada neste mundo blogosférico está perto de atingir o décimo aniversário. E, se parar para analisar a estrada construída, observo razões infinitas que me fazem acreditar que encontrei o meu lugar. Houve, naturalmente, altos e baixos. Um reformular de identidade. E um recomeço, praticamente, do zero. Mas todas as metamorfoses foram cruciais para não ficar à deriva. Nestes [quase] dez anos, existiu sempre um farol a iluminar os meus passos. E a âncora certa, para permanecer onde sou plena.
«Ele não sabe o nome dela
Tem medo de perguntar
Ela é como atriz de novela
Que ele gosta de ver sonhar
Fotografia da minha autoria
... Caçador de Sonhos!
[Comprei o primeiro na Feira Medieval de Caminha. E a querida Matilde - Cantinho da Tily - surpreendeu-me ao enviar-me um feito por ela, cheio de cor e de boa energia. Sou apaixonada por peças simples, que adquiram um significado imenso, como é o caso. Sinto que a minha decoração e o meu lar se tornam mais íntimos, mais meus. E que nunca nos faltem os sonhos. E a certeza de afastar tudo o que é menos bom]