«Deste tanto e eu tão pouco
E não soube aceitar
O que custa um passo atrás
Sei que fiz disto um jogo
Para me poder guardar
Mas ninguém saiu a ganhar
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... Gomas!
[É, para mim, a guloseima mais irresistível. E não sei quantificar as saudades que tenho de comer gomas. Com açúcar e sem açúcar, não sou propriamente esquisita neste departamento. Ainda assim, as amoras - preferencialmente, as pretas -, os ovos estrelados, os tijolos e os marshmallows estão no topo das minhas preferências. E qualquer desculpa é boa para as comer. Um saquinho delas e fico feliz o dia inteiro. Como veem, não sou difícil de agradar. Porque não resisto a estes pequenos pedaços de felicidade. De conforto. E de doçura].
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// Tânia Ribas de Oliveira //
- in Agenda Solidária IPO 2020 -
«Lembro-me de ser pequena e de querer guardar os momentos bonitos dentro dos olhos e do coração. Eu achava que as pálpebras eram uma espécie qualquer de persiana e que, se eu depois de ver uma coisa que me fizesse muito feliz as fechasse, era capaz de guardar essa memória para sempre. Resultou. Muitas vezes recorri a essas recordações trancadas a sete chaves e voltei a sorrir, como se fosse a primeira vez. Um arco íris a rasgar o céu a caminho da escola, a voz da minha mãe a cantar-me "os três palhacinhos lá vão... pela estrada fora até ao portão... e batem à porta e querem entrar... vem de lá o cão e põe-se a ladrar", as mãos macias da minha avó a tocar-me na boca quando eu bocejava - "anjinho bento, entra pela minha boca dentro" [...] A alegria está nas pequenas coisas. Sobretudo nas pequenas coisas».
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«Da crítica ao império dos telemóveis e das redes sociais
ao elogio do silêncio»
As prateleiras cá de casa, destinadas a escritores portugueses, começam a ser limitadas para a minha missão. Porque acredito mesmo no potencial e excelência da nossa literatura. Portanto, o tema de maio para Uma Dúzia de Livros não me podia ter deixado mais entusiasmada, pois pretende «honrar os nossos autores e conhecer melhor o que têm para oferecer». Nesse sentido, fiz-me acompanhar de Ricardo Araújo Pereira, por ser quase uma novidade nas minhas escolhas literárias.
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«Tenha sempre um livro ao alcance do seu tempo»
A poesia de uma lista literária a aumentar escreve-se por ela própria. Porque representa um mundo de infinitas - e encantadas - possibilidades. No entanto, também traz no regaço uma certa angústia, uma vez que, por maior que seja o nosso tempo, há obras que nunca chegaremos a descobrir. E qualquer leitor está ciente dessa condição. Mas o que é que podemos fazer quando temos demasiados livros por ler?
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«Ela é mais do que a nossa pontuação e língua»
A literatura portuguesa esconde um mundo infinito de encantos. Porque temos o privilégio de acolher escritores fabulosos, com uma magia nas palavras que nos transcende. E, por isso, merecem todo o reconhecimento. Além do mais, é urgente quebrar o preconceito e a desvalorização de que ainda são alvos, porque isso só demonstra a falta de interesse pela arte nacional. É certo que nem todos nos conquistarão, mas não faltam talentos neste setor cultural. Só precisamos de nos predispor a abrir-lhes a porta do nosso coração.
«No coração há força para ser
O que quiseres crescer
Não tenhas medo
Vou contar-te um segredo
Aprende a sonhar sem temer
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... Laranja!
[As laranjas são uma das minhas frutas favoritas. Mas pertenço ao grupo das pessoas que detestam descascá-las, porque o aroma entranha-se nas mãos e demora uma eternidade a sair. Apesar disso, não desisto desta luta, uma vez que o sabor compensa tudo. Para além de as comer no seu estado mais puro, também adoro sumo de laranja natural. E bolo de laranja - sobretudo, com cobertura de chocolate negro].
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«Divertido, sensível e realmente especial»
A nossa pegada - nesta estrada imprevisível que é a vida - tem marcas distintas. Porque, perante a mesma rota, encaramos o horizonte de um ponto de vista singular. E isso, naturalmente, é resultado das características que nos tornam únicos. Se há algo que não podemos esquecer é que não somos todos feitos do mesmo molde, muito menos temos que corresponder a padrões únicos. Enquanto seres sociais e autónomos, só temos que nos manter fiéis às nossas particularidades.














