[Uma das partes mais fascinantes do processo de autodescoberta é compreendermos os estilos que nos definem. Seja no vestuário, seja na decoração, seja em qualquer outro aspeto. E já há algum tempo que me deixei conquistar por um registo boho. Embora não seja tão explícito no meu armário - nem na minha casa -, há detalhes que vou priorizando e outros que vou modificando, para que essa imagem seja mais presente. Porque existe ali um toque de paz, talvez, pela paleta de cores, que me prende - e que me faz ter a certeza de que tem o meu nome escrito]
Fotografia da minha autoria
«A roda da vida»
Fiquei suspensa no tempo
Não sei se a quantidade dos meus medos
É proporcional à dos meus sonhos inquietos
Fotografia da minha autoria
Tema: Um livro que já tenhas lido
A primeira leitura de uma história é bastante imprevisível. Porém, quando a revisitamos, é como se estivéssemos a entrar em casa de um amigo. Embora nos desperte sempre sensações distintas, porque a nossa predisposição não é linear, há ali um nível de conforto que reconhecemos e que nos deixa mais seguros. Por isso, mesmo que o tempo seja escasso para a quantidade de livros que pretendemos descobrir, considero imprescindível abraçarmos as releituras. E, para o tema de julho de Uma Dúzia de Livros, regressei a Margarida Fonseca Santos.
Fotografia da minha autoria
«Tua voz é meu alento»
A minha alma amanhece. E o meu peito pede a primeira fonte de energia: a música. Porque é assim que desperto, que me movimento e que me permito ser criativa, sentindo uma alternância de sensações indefinidas, mas decifráveis dentro de mim. Por isso, ligada a esta corrente, alimento a minha curiosidade e a minha vontade de explorar os meus artistas-casa, mas com a porta sempre entreaberta, para que novos nomes possam chegar. E acomodar-se neste coração hospedeiro.
Fotografia da minha autoria
«Ler é crescer em silêncio»
A realidade que me ampara pode ser um caos. No entanto, se tiver um livro por perto, o meu peito desacelera. E como sou amante do silêncio, prefiro quando me refugio numa história, sem saber para onde vou, mas sabendo que chegarei a algum lugar; a algum estado de alma. No meio desta pandemia que nos virou a todos do avesso, a literatura foi uma das minhas âncoras, permitindo-me conquistar metas especiais.
Fotografia da minha autoria
«A Língua Gestual Portuguesa é uma identidade»
O meu contacto com a Língua Gestual Portuguesa ocorreu cedo. Porque a minha catequista - salvo erro, do segundo ano - era professora e, perante o nosso interesse, ensinou-nos a gestualizar o alfabeto, formas de saudação, cores e frutas. Contudo, embora tenha memorizado alguns dos gestos, muitas dessas imagens foram-se perdendo. Pela falta de prática. Pela falta de necessidade. Por ter focado a minha atenção noutras vertentes. Mas permaneceu a vontade de ser mais inclusiva.
«We let the waters rise
We drifted to survive
I needed you to stay
But I let you drift you away
Fotografia da minha autoria
«Ando às voltas com o meu coração»
Num segundo muda o tempo. O meu lamento. E o meu tormento. Muda a estante onde se perde o meu olhar. E mudam os nomes de lugar. Mudam as saudades. E o meu desembaraço. Num segundo muda-se o destino. O meu sorriso. E o meu peito inquieto. Porque, de alma hospedeira, a ampulheta vira o jogo e eu já não sei quem sou. Nem para onde vou. Nem o que terei de enfrentar pelo caminho, nesta nostalgia indecifrável. Num segundo muda a minha respiração. A minha voz. Os sonhos suspensos. E o medo de cair. De nunca fugir. De ser alguém e de ninguém ser da mesma versão que o meu dialeto emocional. Num segundo tenho desejos mudos. E, depois, seguro-os na ponta dos dedos. Porque muda a minha vontade e o meu charme de menina. E, do alto da minha ingenuidade, num segundo, pode mudar o meu mundo inteiro. Mas nunca fico sem chão.
O passado nem sempre é uma gaveta fechada. Há alturas em que se mistura com o presente, confundindo-nos e despertando uma sensação de desconforto que julgávamos ultrapassada. E é esta imprevisibilidade que nos mantém em estado de alerta, gerindo anseios e expectativas. Mas também nos faz questionar a pertinência da sua manifestação. Porque sentimos o peso que nos atormenta. E na obra de estreia de C. J. Tudor é percetível que existem portas a permanecer entreabertas.
Fotografia da minha autoria
«Cozinhar é como tecer um delicado manto»
A minha alma é feita de chá. Mas há outra bebida que ocupa um lugar de destaque: o café. Aliás, sou apaixonada pelo seu sabor em rebuçados, gelados e doces no geral. Portanto, estou sempre recetiva a receitas que o incluam, porque é quase uma aposta ganha. E há algum tempo que pretendia experimentar uma sugestão que invadiu as redes sociais.