A escrita é a minha base e o meu dialeto favorito. No entanto, sempre acreditei que uma componente visual pudesse contar histórias nas entrelinhas. E a prova disso é que a fotografia faz parte da minha vida, quase na mesma medida. Investindo no blogue com o compromisso que procuro manter, tento arriscar noutros formatos, reinventando-me na maneira como pretendo transmitir a mensagem. E, assim, encontrei um aliado de peso, que satisfaz todas as minhas necessidades criativas.
Fotografia da minha autoria
«Um thriller real e assustador como poucos»
A vida desenrola-se à nossa frente, como se fosse uma fita de cinema, mas há detalhes que nos escapam. Ou porque os nossos pensamentos divagam por outra direção ou porque existe um filtro que nos impede de captar a verdade dos momentos e, até, das pessoas. E, quando tendemos a correr para conquistar um cenário idílico, o nosso discernimento apresenta ainda mais dificuldades para desconstruir determinada imagem. Porque as aparências assumem um peso gritante, desvirtuando o nosso sentido crítico, tal como se verifica no livro de B. A. Paris.
Fotografia da minha autoria
«É preciso ver o que não foi visto,
ver outra vez o que se viu já»
A meteorologia é um assunto sempre delicado. Numa semana em que a chuva foi a grande protagonista, a penúltima quinta-feira de agosto amanheceu num claro sinal de tréguas, o que era um bom indicativo para não desmarcarmos o passeio que estava idealizado. O problema é que, já perto de Tondela, percebemos a mudança climatérica pouco favorável e fomos obrigados a alterar a rota, até porque o objetivo não era fazer uma mera viagem de carro, mas, sim, explorar os locais definidos. Decididos a regressar a casa, ainda arriscamos numa outra paragem.
Fotografia da minha autoria
Tema: Um livro relacionado com música
O laço que une as distintas manifestações artísticas é subtil, mas poderoso, pois mostra-nos que o mundo não é só feito de barreiras e que encontramos pontos comuns entre áreas com voz própria. Quando vi o tema de setembro para Uma Dúzia de Livros, fiquei muito entusiasmada. Não só por relacionar a literatura e a música, mas também por me permitir regressar a um dos autores do meu coração: Afonso Cruz.
Fotografia da minha autoria
«[...] uma coisa é viver passando de árvore em árvore,
mas como é que viverias num sótão fora de moda?
- Muito simples, passaria de livro em livro»
O segredo da minha possível criatividade é a consistência, o facto de ir registando cada pensamento e de me entregar a cada projeto com todo o meu coração. Quando li a citação anterior, n' Os Livros que Devoraram o Meu Pai, de Afonso Cruz, percebi que era a mensagem perfeita para a gaveta que pretendia abrir - e que vinha a aprimorar.
«Sempre me faltam palavras para dar
Uso-as para me encobrir
São de tijolo mais burro que eu
O fino recorte é a fingir
Fotografia da minha autoria
... Mate!
[Seja nos batons, seja nos vernizes, porque acho que o resultado fica mais elegante e, ao mesmo tempo, mais poderoso. Além disso, como não sou a maior fã de brilhos, é a alternativa que combina melhor com a minha identidade. Este efeito opaco, que coaduna, ainda, com o meu traço discreto, permite-me estar pouco preocupada com potenciais retoques, uma vez que apresenta uma duração mais longa. Como não invisto muito em maquilhagem, no meu quotidiano, conforta-me saber que, quando o faço, não tenho esse lembrete constante de manutenção. Portanto, produtos mate serão sempre a minha escolha prioritária].
Fotografia da minha autoria
«Fotografar é uma maneira de ver o passado»
O meu despertador é capaz de tocar ainda mais cedo, durante o período das férias. Porque, tal como mencionei na publicação quem sou eu num passeio?, gosto de aproveitar o dia ao máximo e esse fator é independente da distância a que o destino esteja do meu ponto de partida. Portanto, acompanhando os primeiros raios de sol, do meu lado da margem, embarcamos numa nova aventura, com direito a dupla paragem.
Fotografia da minha autoria
«Eleanor Oliphant tem uma vida perfeitamente normal
- ou assim quer acreditar»
As pessoas guardam mundos em caixinhas, dentro de si. E nós, que estamos de fora, nunca sabemos o tamanho das lutas que travam naquele momento. Por isso, é tão importante aprendermos a abraçar e a promover a empatia, por mais que não compreendamos determinados comportamentos, escolhas e partilhas. Porque não temos de os entender. Temos, sim, de respeitar e de permitir que o outro tenha espaço para ser sem filtros.
Fotografia da minha autoria
«Quero paz na alma»
Chora-me a alma
De encontro a ti
Fugindo desse relento
Que é o espaço abandonado
Onde libertas os teus fantasmas
Fotografia pessoal
«A vida é feita de momentos colecionáveis»
Agosto. O mês em que mais desconfinei, até por ser uma altura de quebrar a rotina e de aproveitar as férias. Embora a dinâmica tenha sido um pouco diferente - e sempre atentos às medidas de segurança -, conseguimos desfrutar de excelentes momentos em família e descobrir novas zonas do nosso belo país. Além disso, foi um período de festejos, de leituras, de reencontros, de trabalhar noutra ideia e de ficar um passo mais perto de voltar a comprar livros. Mesmo sendo um ano tão atípico, há memórias inesquecíveis a equilibrar a caminhada.