19h06: Estamos em casa. Mal ligo a televisão informam que o Rui Veloso vai fazer uma pausa na carreira, o que me deixa logo desanimada. Eu sei que um dia chegará o adeus definitivo aos palcos, mas não tem que ser já. Não pode!
Capitulo 8 (continuação)
10.08.2014
A imagem do Lago está linda: o nevoeiro parece sair do interior das montanhas. Inclusivamente, há uma que se assemelha a um vulcão irregular com atividade, expelindo uma espécie de névoa com luz.
Capitulo 8 (continuação)
10.08.2014
A entrada não é livre. Como sou estudante paguei 1,50€, caso contrário pagaria 3€ - há ainda variantes para grupos e famílias. O museu tem nove salas, cada uma com um tema específico. Muitíssimo bem organizado e estruturado, é possível ver exposições permanentes e temporárias. Tem quadros de vários pintores e temáticas, a aldabra, conjunto de batentes e puxadores, freiros, cataventos, braseiros, a vara do juiz da comarca de Bragança e as dos antigos vereadores, máscaras de madeira e de chapa (caretos de várias terras e autores), a bula Papal da Fundação da Sé de Miranda, o busto e retrato do Abade de Baçal, o retrato do Dr. Raul Teixeira e as seguintes salas: Abade de Baçal, artefactos e manifestações simbólicas, romanização, capela do antigo paço episcopal, produção artística encomendada pelo Clero, ourivesaria e mobiliário, coleção numistica com cunho de moedas, alfaias e metais, memórias do antigo paço episcopal de Bragança, dedicada à religião e papéis importantes da época e loiças. Os tetos são decorados de formas distintas, que variam de sala para sala. Além disso, existem vitrinas com produtos que se podem comprar. É possível tirar fotografias, mas sem flash, e o piso superior dá acesso à varanda. Lá dentro é um mundo, onde nos perdemos em cada um dos seus recantos.
Capitulo 8
Domingo, 10.08.2014
07h30: Tocou o despertador, levantei-me e fui-me arranjar. Sentei-me lá fora a pintar as unhas. É fascinante ouvir o silêncio, apenas quebrado pelo chilrear dos pássaros e o cantar do galo. É cedo, mas há quem já esteja a pé há mais tempo.
Está vento e frio, definitivamente o verão não quer nada connosco. Tenho saudades de Bragança quente, com noites em que conseguir adormecer é uma verdadeira prova olímpica. Pode ser que melhore!
... lágrimas incontroláveis em todas as ocasiões que vi «Todos os cães merecem o céu». Tenho vários filmes de animação, mas este, apesar de não ser o meu favorito, era o que mais vezes colocava no leitor de cassetes de vídeo. Revi-o tanto que já sabia os diálogos e as cenas de cor. Mesmo assim não conseguia deixar de ficar emocionada, como se estivesse a descobrir a história pela primeira vez. A cassete continua guardada, o leitor é que deixou de trabalhar. Tenho saudades deste filme. E uma vontade enorme de o voltar a assistir!
«Ouve, quero romper as cordas. Esquecer as horas mortas que me pintaram de cinzento»
Alvoroço. É o que o meu corpo precisa. A minha mente. O meu coração. Amor.
«O homem é aquilo que lê», Joseph Brodsky
No dia 23 de abril comemora-se o dia mundial do livro e dos direitos de autor. Por coincidência, foi ontem que recebi aquele que, para mim, será sempre um dos mais bonitos e com uma das mensagens mais fortes: O Principezinho. Pertence ao grupo dos meus favoritos e marca a minha infância, a minha adolescência e a minha (ainda curta) vida adulta. Foi provavelmente o livro que mais vezes reli - e em todas elas rendi-me, porque há histórias que não nos cansam, acrescentam-nos!
«Se a vida conspira contra a amizade conspiremos juntos para a defender»
«Só és derrotado quando desistes de lutar»
O amor e o orgulho que sinto não dependem de resultados - este símbolo que nos une fica do lado esquerdo do peito por algum motivo. Levantem a cabeça, chegaram longe! Em nenhum momento serão estes números a definir a vossa grandeza. Dói, claro, mas porque vocês não mereciam isto. No entanto, mesmo que o sonho tenha terminado, nada apaga o percurso fantástico que tiveram até aqui. Não se esqueçam que só se despediram nos quartos de final, que travaram o gigante Bayern no Dragão e que entraram neste último jogo sem derrotas na Liga dos Campeões. Campeões, que é aquilo que vocês são, porque aqui só resistem os fortes - podem ter caído, mas não têm qualquer motivo para permanecer no chão. Não há um pequeno pormenor que vos possa envergonhar. Nem podia haver. Sonhamos todos. Acreditamos todos. Lutamos todos. E o meu sentimento continua inabalável. Somos Porto. Até ao fim!
- Quando, aparentemente, chegamos ao topo o que é que nos resta?
- Encontrarmos outro ainda maior para escalarmos!
Já reparaste na quantidade de coisas que dizemos sem nos preocuparmos em compreender o seu verdadeiro significado? Parece-nos tão óbvio que ignoramos a mensagem. E quando nos confrontam com isso ficamos sempre sem resposta. Porquê?