propósitos para dois mil e vinte e seis

Fotografia da minha autoria



O único desejo de maior é que este ano seja um pouco mais leve. Seria utópico — e, talvez, menos propenso a aprendizagens  ambicionar uma travessia anual sem contratempos, mudanças ou desvios de rota, mas se der para poupar nos sustos já me parece excelente.

À semelhança do que tenho feito nos anos anteriores, deixo para mim os pontos mais pessoais, contudo, voltei a listar alguns propósitos que me parecem entusiasmantes o suficiente para trazer cor a 2026, sem comprometerem a magia da descoberta, porque não sou apologista de programar a vida ao segundo. Traçar planos motiva-me, dá-me a sensação extraordinária de ter um sítio para onde ir, de haver uma fuga na rotina que traz um certo alento, mas não quero que isso se transforme numa espécie de competição, de algo que escalou para um prazo inflexível, que me frustrará por não ter sido alcançado. Portanto, é sempre neste equilíbrio que gosto de caminhar.

Antes de ir aos propósitos deste ano, permitam-me recuperar os de 2025 e fazer uma breve análise


 os propósitos para dois mil e vinte e cinco

alinhar mais vezes a agenda com as minhas pessoas: não o consegui fazer com todas, mas é algo que pretendo reforçar em 2026, porque não há nada que substitua a presença e este contacto que é colo tantas vezes;

continuar com as sessões de escrita: o saldo foi positivo, mas preciso de o tornar ainda mais regular, sem sucumbir à preguiça (às vezes nem é bem uma questão de preguiça, é só querer ficar em casa aos fins de semana, visto que já passo tanto tempo fora dela durante a semana);

comprar bilhetes para espetáculos ao vivo: creio que só janeiro é que pecou neste plano, de resto, aproveitei bem;

ver mais filmes: não aconteceu e estou aqui para assumir a derrota deste propósito. Um dia, talvez;

ir ver mais jogos ao vivo: não deu para expandir muito, nem para ver hóquei, mas voltei duas vezes ao Estádio do Dragão;

fazer algo pela primeira vez: se calhar, é batota incluir este momento aqui, mas vou destacar a sessão dinamizada na Casa da Cultura de Avintes, O Livro da Minha Vida, na qual fui uma das convidadas;

trazer conteúdo diferente para o blogue: não aconteceu como idealizei, mas continuo a tentar;

continuar a comprar livros de uma forma consciente: fico mesmo orgulhosa por escrever que foi um propósito cumprido com sucesso;

explorar mais o roteiro gastronómico: 2025 foi generoso neste departamento;

ter uma rotina de skincare: uma das melhores apostas do meu ano, não só porque a pele agradece mas também porque encontrei um momento do meu dia em que posso abrandar e relaxar.


 os propósitos para dois mil e vinte e seis

Da lista anterior, renovei votos com as sessões de escrita, os convívios com as minhas pessoas, o investimento na cultura e a compra consciente de livros. E achei interessante acrescentar os seguintes propósitos:

ir ao cinema: ambicioso, eu sei, tendo em conta que investi tão pouco na sétima arte, mas tenho saudades de ir ao cinema e talvez seja o impulso que preciso para me voltar a deslumbrar com o mundo dos filmes;

reencontrar a minha voz na blogosfera: a motivação oscilou bastante no último ano, mas continua cá. Ainda há coisas sobre as quais quero escrever, só preciso de redescobrir a essência desta casa digital;

novas dinâmicas no Entre Margens: no seguimento do tópico anterior, decidi estabelecer pequenas dinâmicas para o blogue. Assim, o objetivo é passar a publicar apenas 3 vezes por semana (segundas, quartas e sextas) e ir adequando conforme for necessário, incluir reviews relâmpago mensais (e reservar publicações individuais só para os livros que me arrebataram e/ou sobre os quais sinto que tenho mais coisas a dizer) e a rubrica gira-discos, para escrever mais um pouco sobre os álbuns que me acompanharam durante o mês (na mesma lógica dos livros, reservarei publicações individuais para aqueles que me marcaram mais);

ser mais consistente a escrever poesia: nunca quis forçar, mas a verdade é que me estava a faltar ser mais consistente a escrever poesia, para evoluir e ser capaz de chegar a outras camadas, e ter um espaço próprio para o fazer. Para tal, deixarei de o fazer no blogue, porque criei o No Silêncio, um substack poético, com um poema novo a sair todas as quintas-feiras, às 7h07;

cuidar melhor do meu sono: sinto que nunca precisei de dormir muito, mas o ritmo de me deitar tarde e acordar cedo não me parece nada saudável e quero, finalmente, mudar isso, nem que seja aos poucos, introduzindo pequenas mudanças nos meus hábitos diários;

organizar melhor as minhas finanças: tive sempre o cuidado de estar atenta aos meus gastos e de não embarcar em compras amplamente desnecessárias. No entanto, é um propósito que quero abraçar com ainda mais consciência, porque acredito que só me trará benefícios. Desde apostar num fundo de emergência até criar mealheiros específicos, quero garantir que o meu dinheiro é bem aplicado e que posso dar-me a pequenos luxos sem ter a sensação de que me poderá vir a fazer falta.


Bom ano ✨

0 Comments