O amor dura para sempre, as histórias de amor é que nem sempre. Por mais que a minha relação não resulte, o amor enquanto sentimento não se extingue. E a prova disso é que o voltaremos a encontrar numa nova fase da nossa vida.
Capítulo 22 (conclusão)
30.08.2015
Adoro ver casas em pedra!
(Lameira-São Lourenço-Tropeço-S. João)
12h44: Chegamos. E vamos comer na parte exterior. Adoro!
Capítulo 22
Domingo, 30.08.2015
08h15: Mais um dia, mais um passeio quase a começar.
Voltar ao Alentejo! Sinto saudades dos passeios intermináveis, das noites na rua em conversas demoradas, das tostas de fiambre já depois da meia noite, do calor impossível de aguentar, da beleza sem igual. Tenho saudades da calma, da paz, da brisa rara, dos campos, das cores, dos mil recantos e encantos, das histórias que ouvi, que vivi e até daquelas que me faltam escrever. Há algo em mim que pertence a este pedaço tão bonito do nosso país. E não sei descrever com justiça a falta que o Alentejo me faz. Só sei afirmar que tenho saudades e que preciso de lá voltar. Com urgência!
«Juntos somos mais fortes», Amor Electro
O nosso hino, que me arrepia por mais vezes que o ouça. O nosso sonho, que continua inquebrável, mesmo quando o caminho parece cheio de obstáculos. A nossa garra, que parece adormecida, mas que eu sei que permanece em cada um. E a nossa esperança inabalável, que nos salva quando o resultado não está a nossa favor. Eu acredito. Acredito sempre. Porque esta equipa é muito mais do que aquilo que, por vezes, demonstra. Porque o símbolo que carregam sobre o peito é bem maior que o nome que têm escrito nas costas. Porque somos um só, independentemente das cores que nos ocupam o coração. Talvez a emoção não fosse a mesma se não tivéssemos que sofrer até ao fim. Não se esqueçam daquilo que defendem e do objetivo pelo qual lutam. Seguimos em frente, continuamos na luta. Obrigada!
Ponto de saturação. Nunca precisei tanto de me afastar, de desligar, de ficar sozinha na minha bolha. Há coisas que nos consomem aos poucos e que vão fazendo mossa. Preocupo-me demasiado, é o meu problema. E guardo isso na mesma proporção. Começo, mesmo, a chegar ao meu limite!
Esqueçam por breves instantes a opinião que possam ter sobre os protagonistas e se o estilo musical se adequa ou não ao vosso. Foquem-se na letra. A mensagem é incrível!
Este segundo semestre tem sido desgastante a vários níveis. Estou cansada e a precisar, urgentemente, de férias. No entanto, já falta pouco. Por outro lado, é este último esforço que parece custar mais. Dia 23, chega rápido, por favor!
Absorta em pensamentos aleatórios vou percebendo o quanto a expressão «dar colo» é tão abrangente e aconchegante. E é então que me decifro e reparo que estou constantemente disponível para dar colo aos meus, tentando sarar-lhes as feridas, mas quando sou eu a precisar fecho-me num silêncio que, aos poucos, me sufoca.