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| Fotografia da minha autoria |
«A vida é um caminho de sombras e luzes»
Tu tornaste-te sombra nos meus sonhos. Transformaste-te num mero reflexo desfocado, que não consigo acompanhar e, muito menos, clarificar. Essa tua ausência de luz retira-me a energia. Molda-me a vontade de perfurar as camadas que te revestem. E impede-me de ver, com clareza, os trilhos que piso. És tu que queres permanecer nessa escuridão, não eu. Mas insistes em desaparecer durante o dia, para vires atormentar as minhas noites de sossego. Até ao dia em que me cobri de luz e tu te tornaste mínimo na minha chama interminável.
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| Fotografia da minha autoria |
... Pipocas!
[Cinema sem pipocas, para mim, não combina. E acredito que as do Arrábida Shopping serão sempre as melhores. No entanto, defendo que esta pequena maravilha sabe bem em qualquer ocasião - e lugar, para ser totalmente sincera. Não lhes resisto, por isso, comê-las acaba por ser viciante. Para evitar tentações, é raro ter em casa, até porque não durariam muito tempo: é que, por vezes, o meu lado guloso consegue ser bastante autónomo. Já tentei variar, mas as minhas favoritas são, definitivamente, as doces. Ofereçam-me um balde - ou um saco/copo de plástico, porque nesta matéria não são esquisita - de pipocas e sou uma pessoa feliz]
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| Fotografia da minha autoria |
«Tenho fases como a lua»
Ser
Em mil fases desiguais
Enquanto me falta a calma
E a alma polida
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| Fotografia de Capacidade de Ser |
«E se eu despir minha alma?»
Dispo-me em palavras
Fico nu
Num tom seco
A máquina de escrever
Ecoa a minha liberdade
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Fotografia da minha autoria
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«A terra gira em contramão»
Os Quatro e Meia têm um carisma inconfundível. Uma alma musical distintiva, cheia de qualidade e com um traço original, que nos conquista no primeiro acorde. Foi, para mim, um privilégio descobri-los por acaso, num daqueles momentos em que os astros se alinham para nos fazerem tropeçar em artistas que nos aconchegam o coração.
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| Fotografia da minha autoria |
«Saudade é a prova de que tudo valeu a pena»
As pessoas chegam à nossa vida de mansinho, quase como se caminhassem sobre uma nuvem de algodão. E, nesse silêncio intencional, deixam-nos o coração em alvoroço. Como numa casa, reorganizam-nos, mas sem o propósito de nos mudarem a essência. E nós fazemos o mesmo. Tornamo-las num lar e desejamos que os nossos destinos nunca parem de se cruzar. Embora, por vezes, a distância física nos impeça de estar perto com frequência. Porque compreendemos, com as amizades certas, que o estar assume inúmeras formas. E que existem demonstrações que estreitam os nossos laços. E, ainda, que é com elas - e por elas - que descobrimos a melhor definição de pertença.
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| Fotografia da minha autoria |
... Cavalos!
[Um dos meus sonhos de criança era ter um cavalo. Acho-os lindíssimos e com uma elegância sublime. Fico fascinada a observá-los na sua passada tão delicada e cheia de charme. Por isso, também não resisto a fotografá-los sempre que me é possível. Há uns anos, durante as férias de verão, a caminho de Vimioso, passamos por um extenso terreno onde se encontrava um cavalo branco. Como havia a possibilidade de o fazer, o meu pai parou o carro e eu aproximei-me, ligeiramente, da cerca. Ele estava longe, porém, não queria interferir com a sua rotina, nem assustá-lo. Para meu deleite, veio ao meu encontro, parando quase em pose para a fotografia. Foi um momento tão especial, que sei que me acompanhará para sempre. Nunca realizei o sonho de ter um - e muito menos sei cavalgar -, mas continuarão a ter um espaço privilegiado no meu coração].
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| Fotografia da minha autoria |
Os nós que nos prendem começam a desfazer-se. Porque o seu manusear inconstante, quebra-lhes a força. E a vontade de permanecerem inteiros.
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