Entre Margens

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«Livros, livros, livros»


As minhas leituras são pouco planeadas. Tenho o cuidado de definir os livros para os clubes de leitura e de separar aqueles que estou com mais vontade de descobrir, mas a seleção final dependerá sempre do meu estado de espírito. Porque creio ser a abordagem mais benéfica para desfrutar desta experiência literária.

Dentro dos títulos que continuam em espera, na caixa de madeira junto à estante, é inevitável que alguns se destaquem mais. Portanto, excluindo o que estou a ler - O Labirinto dos Espíritos - e o que reservei para o Alma Lusitana - Alice do Lado Errado do Espelho -, agreguei os sete que ainda quero ler até ao final do ano.


 NOTAS SOBRE O LUTO , Chimamanda Ngozi Adichie
«No dia 10 de junho de 2020, na Nigéria, o académico James Nwoye Adichie morreu subitamente. Chimamanda Ngozi Adichie, sua filha, partilha connosco os efeitos devastadores que esta morte teve em si. Tece na sua própria experiência os fios da história da vida do pai até aos seus últimos dias, já em confinamento, em que conversava com os filhos e os netos por vídeochamada. Este livro é um tributo».

 FEMINISMO DE A A SER , Lúcia Vicente
«A 8 de Março de 2019, a primeira greve nacional feminista em Portugal esvaziou locais de trabalho e encheu as ruas de homens e mulheres em protesto contra a desigualdade social e laboral, a violência de género e todas as formas de descriminação a que as mulheres estão, ainda, sujeitas. Num país onde, em 2018, 28 mulheres foram vítimas de femicídio e onde a diferença salarial entre um homem e uma mulher pode atingir os 26%, o feminismo é uma urgência, não um capricho. A igualdade de direitos, de deveres e de oportunidade para todos, independentemente do seu género, credo ou raça, está prevista na lei. A vida das pessoas e os números a que dão origem, porém, demonstram que a concretização desta prerrogativa continua longe do horizonte da maioria. No entanto, «feminismo» e «feminista» ainda são palavras que provocam desdém e desconfiança em muitos, que vêem nele uma guerra vingativa contra os homens e contra a sociedade».

 AS INTERMITÊNCIAS DA MORTE , José Saramago
«Colocada a hipótese, o autor desenvolve-a em todas as suas consequências, e o leitor é conduzido com mão de mestre numa ampla divagação sobre a vida, a morte, o amor, e o sentido, ou a falta dele...».

 DEIXEM PASSAR O HOMEM INVISÍVEL , Rui Cardoso Martins
«Este livro acompanha a viagem de um homem - cego desde os 8 anos - e de um pequeno escuteiro por uma Lisboa subterrânea, depois de uma enxurrada os empurrar para uma caixa de esgoto. Pelo meio desta aventura complexa e intensa, que é também um caminho de memórias difíceis, há um ilusionista, um camaleão que não acerta com a cor e todas as pessoas que continuam a acreditar no salvamento, apesar de tudo».

 O FULGOR INSTÁVEL DAS MAGNÓLIAS , Ivone Mendes da Silva
«Tenho às vezes a obrigação de conversar com pessoas que me deixam sempre constrangida com a infantilidade do pensamento que exprimem. E produzem enunciados onde o bem triunfa sempre sobre o mal e onde basta querer para conseguir alcançar. Tenho a impressão de que se movimentam numa zona da vida que eu não frequento. Além disso parecem por vezes muito preocupadas com o sentido da vida e dessa preocupação nascem as suas únicas inquietações. Tenho a sorte de nunca ter precisado de que a vida me tivesse um sentido e de ser claro para mim que a dimensão trágica da existência é a mais intrínseca».

 O MONTE DOS VENDAVAIS , Emily Brontë
«É uma das grandes obras-primas da literatura inglesa. Único romance escrito por Emily Brontë, é a narrativa poderosa e tragicamente bela da paixão de Heathcliff e Catherine Earnshaw, de um amor tempestuoso e quase demoníaco que acabará por afectar as vidas de todos aqueles que os rodeiam como uma maldição. Adoptado em criança pelo patriarca da família Earnshaw, o senhor do Monte dos Vendavais, Heathcliff é ostracizado por Hindley, o filho legítimo, e levado a acreditar que Catherine, a irmã dele, não corresponde à intensidade dos seus sentimentos. Abandona assim o Monte dos Vendavais para regressar anos mais tarde disposto a levar a cabo a mais tenebrosa vingança. Magistral na construção da trama narrativa, na singularidade e força das personagens, na grandeza poética da sua visão, nodoso e agreste como a raiz da urze que cobre as charnecas de Yorkshire, O Monte dos Vendavais reveste-se da intemporalidade inerente à grande literatura».

 SE O DISSERES NA MONTANHA , James Baldwin
«Neste seu primeiro romance, Baldwin dá voz a John Grimes, um rapaz de catorze anos posto perante um dilema num sábado de Março de 1935, no Harlem nova-iorquino. Prestes a fazer catorze anos, na véspera de um sermão na montanha, John está numa encruzilhada que tanto pode ser uma crise como uma epifania. John quer para si um destino diferente daquele que a família e a comunidade lhe reservaram: o de seguir os passos do padrasto, ministro da Igreja Pentecostal. Mas, numa comunidade discriminada, a liberdade de escolher pode não estar nas suas mãos. Ou pode condená-lo a uma segregação ainda mais profunda».


Que livros pretendem ler até ao final do ano?


«Mais um dia sem saber de ti
Não pergunto porque sei que é assim
Verás em mim alguém frágil e carente
E assim vais estar ausente
Para não gostares de mim

Mais um dia sem nada saber
Sobre o teu dia nada queres dizer
E tenho medo se perguntar
Que te queiras afastar
E sejas feliz assim

[...]

Quero amar sem doer
Sem duvidar se gostam de mim
Quero amar e dizer
Sem ter de esconder
Sem medo do fim

Se não me amas, não me prendas
Por temer que te arrependas
Preferes não largar
Se não me amas, diz sem medo
Se nunca amaste, isso é segredo
E assim choro de uma vez
Tudo o que houver para chorar»

Fotografia da minha autoria



... Porto à noite!

[O meu Porto de mil encantos tem uma luz inconfundível, seja em que altura do dia for. Por isso, mesmo que palmilhe as suas ruas vezes sem fim, aproveito sempre para captar novos registos. E desculpando-me com o espetáculo que fui ver, no Hard Club, levei a câmara e voltei a perder-me por esta paisagem Invicta].








Fotografia da minha autoria



É provável que não quisesses partir. A tua vida obrigou-te a isso. 
Mas também nunca te reconheci um gesto, um grito oposto. 
Talvez fosse esse o teu maior segredo. E o meu desamparo.


🌿


As palavras não são precisas quando o silêncio é tão esclarecedor.


🌿


Fomo-nos cobrando por tudo aquilo que não fizemos.


🌿


Tenho sonhos apontados ao céu, em mantos desiguais, pintados a saudade.

Fotografia da minha autoria



«Dolorosamente engraçado»

Avisos de Conteúdo: Linguagem Explícita


Os livros de não ficção escasseiam nas minhas estantes - e nas listas de desejos, reconheço. Mas não só é maravilhoso sair da nossa zona de conforto, como também há títulos que nos conquistam, mesmo que apenas conheçamos esse pormenor. E foi neste seguimento que me deparei com o manuscrito de Adam Kay.

«Nem sequer verificam se você não suporta ver sangue»

Isto Vai Doer é um diário de um médico, que foi escrevendo para aliviar a pressão e o desgaste da profissão. Compilando episódios com vários pacientes - cujas identidades foram preservadas -, casos insólitos e traumas, é um relato bastante honesto, visceral, e que tem tanto de cómico como de angustiante, porque a sua escrita torna mais leve as situações que nos pesam e que o levaram a abandonar a sua carreira na medicina.

«Prescrevo fluídos IV para o paciente, embora fosse mais 
eficaz prescrever bom senso para alguns dos meus colegas»

Subjacente à narrativa, existe uma crítica à gestão do Sistema Nacional de Saúde Britânico. Porque não deixa de ser surpreendente como, num país evoluído, se perpetuem carências em áreas vitais para a sociedade. Em simultâneo, e sem filtros, coabitamos com as suas dúvidas, a sua entrega e a sua consciência. E talvez seja por essa razão que o livro apresenta um traço tão empático, conquistando-nos ao primeiro pensamento.

«Conto-lhe a minha história de super-herói, na esperança 
de que ele sugira que o meu nome seja atribuído ao hospital»

Isto Vai Doer relembra-nos que, por baixo da bata branca, há um ser humano que também necessita de gerir perdas, medos e frustrações; que também precisa de se cuidar. Com uma excelente dose de humor e sarcasmo, o, agora, comediante e guionista não nos poupa a autênticos murros no estômago. Porque há histórias hilariantes e outras que nos emocionam. E o desfecho do livro deixa-nos numa reflexão profunda.

«Confiarem em nós é muito mais importante 
do que gostarem de nós, mas é bom ter de tudo»


|| Disponibilidade ||

Wook: Livro | eBook
Bertrand: Livro | eBook

Nota: O blogue é afiliado da Wook e da Bertrand. Ao adquirirem o[s] artigo[s] através dos links disponibilizados estão a contribuir para o seu crescimento literário - e não só. Muito obrigada pelo apoio ♥

Fotografia da minha autoria



«Discutir sobre manias irritantes»


A minha semana inicia-se sempre com uma companhia especial: um episódio de Terapia de Casal, o podcast que «pode acabar com o casamento de Guilherme Fonseca e Rita da Nova». Isto porque há várias coisas que os dividem, enquanto casal. O conceito, por si só, é cativante, original, mas é a abordagem de ambos que o enaltece, tornando-o imperdível - e um dos meus favoritos. E, como todos os grandes projetos, soube voar.

O formato de áudio cresceu e virou livro. Por consequência, abraçaram uma tour de apresentação do mesmo, que se distancia dos lançamentos tradicionais. Assim, para quem aprecia o podcast, há a possibilidade de assistir a um episódio ao vivo, no qual fazem a promoção da sua obra e recuperam a dinâmica que tão bem os caracteriza. As sessões começaram no Maria Matos, em Lisboa, e terminam em Almada [ou Almeida, para os mais atentos. Ou devo dizer distraídos?]. Pelo meio, fizeram/farão paragem em Braga, no Porto e em Coimbra.

A sala 2 do Hard Club tem sido palco de momentos incríveis. A última vez que a visitei foi, curiosamente, para um espetáculo de Roda Bota Fora. Portanto, regressar tem sempre um toque especial e não podia perder esta oportunidade única. Antes de prosseguir, permitam-me só uma trivia: a data de apresentação, na Invicta, foi no passado dia 11/11, que assinala o Dia dos Solteiros. Revelou-se uma simbiose improvável, mas perfeita.


Sem querer revelar muito do que acontece no espetáculo, porque o fator surpresa é o segredo, não posso deixar de mencionar a honra que foi conhecer os bastidores do podcast. Adoro escutá-los, no conforto do meu lar, mas poder vê-los a reagir tem outro impacto, atendendo a que há muitas respostas nos seus olhares e nas expressões com que se brindam [concordem ou não]. Além disso, até pela disposição do cenário, fizeram-nos sentir em casa, numa conversa entre amigos, onde as histórias mais hilariantes assumem protagonismo. Porém, isso também só foi possível pela interação com o público, sempre tão natural. Quase chorei de tanto rir.

Um dos pontos altos da noite foi, sem qualquer dúvida, o terapeuta convidado. Conhecido como ídolo acessível, Wandson Lisboa trouxe outro carisma à conversa. À semelhança do que aconteceria no podcast, a sua função passava por auxiliar o casal num problema específico. E o momento foi épico. Acertaram em cheio!

Houve cosplay de Fernando Mendes, revelações desarmantes e muita discórdia. Tirando a blasfémia da francesinha com arroz, foi mesmo um evento memorável. E fico-lhes grata por nos presentearem com uma energia tão cómica. Caso não seja pedir muito, regressem mais vezes, porque é um gosto ter-vos em palco.

Fotografia da minha autoria



Tema: Um livro que te foi oferecido

Avisos de Conteúdo: Morte, Doença Mental


O gesto de oferecer um livro é, no meu entender, uma demonstração de apreço tão bonita, que me desarma sempre. Por oposição, reconheço que o seu traço intimista possa representar um entrave. Mas há poucas coisas que me aconchegam tanto como a perceção de ter as minhas pessoas a acalentar novas leituras. Assim, para o penúltimo tema do Uma Dúzia de Livros, abracei um presente, escrito por Curzio Malaparte.

«Há o Sol, no alto. Prefiro a névoa»

O Sol é Cego inicia-se com uma certa suavidade nas suas descrições, fazendo-nos questionar se o cenário de guerra seria mesmo uma possibilidade. Mas era. E isso torna-se evidente no conflito que opõe o exército italiano ao exército francês e nas batalhas que travamos no nosso interior, por culpa da desgraça humana, pela indiferença, pelas idiossincrasias, pela tragédia e, sobretudo, pelo sentimento de culpa, como se o destino estivesse sob o nosso comando. Contudo, o amanhã é inelutável. E temos de gerir as suas consequências.

«(...) e as vozes das sentinelas ouviam-se como 
vozes chamando da profundidade do sonho»

Há, em simultâneo, uma dose de espiritualidade e surrealidade; de lirismo e fatalidade. Porque esta obra representa o deteriorar mental do Homem. Escrito a partir da experiência do autor enquanto correspondente de guerra, O Sol é Cego mostra-nos os excessos da desonra, a irracionalidade e o quanto somos responsáveis pelo outro. Com uma escrita acessível, envolve-nos neste enlouquecer lento, mas com um trilho de esperança.

«Aquilo que corrompe os homens, aquilo que os torna 
malvados, vis, egoístas, é a consciência da morte»

Fotografia da minha autoria (2015)



«E pede-me a paz, dou-te o mundo»


A sensação de estar numa sala de espetáculo, para assistir a um concerto de alguém que admiramos, é sempre indescritível. Porque há um vínculo emocional que nos desarma. E não importa se já tivemos a oportunidade de o ver ao vivo antes, visto que nunca é igual. Aliás, melhora a cada nova presença, porque a maturidade e o compromisso são mais profundos. Portanto, regressei ao Teatro Sá da Bandeira para escutar aquele que é, para mim, um dos nomes maiores do panorama musical português: o inigualável Diogo Piçarra.

Vem Cantar Comigo representa a sua «primeira aparição totalmente a solo em palco», explorando um ambiente mais intimista e sonoridades distintas, graças aos instrumentos que o acompanham. Além disso, para tornar cada noite da tour singular, convidou músicos que o inspiram, para duetos um pouco improváveis. Eu fui à primeira data, no Porto, e tive o privilégio de o ouvir cantar com o Pedro Abrunhosa - e logo com os dois temas que mais aprecio: Se Eu Fosse Um Dia o Teu Olhar e Eu Não Sei Quem te Perdeu. Bem sei que a perfeição é um conceito utópico, mas estes dois momentos estiveram muito perto de o definir por inteiro.


O talento do Diogo dispensa apresentações, mas creio que nunca será demasiado destacá-lo. Pelo mesmo princípio, faz-se sempre sentido reforçar a verdade com que nos faz chegar cada letra, cada interpretação. É por esse motivo que me emociono tanto nos seus concertos: porque há uma certa poesia na maneira como preenche os palcos que pisa com tanta luz. Cenicamente, existe, ainda, um particular cuidado com os detalhes.

Da fila R, da plateia, senti-me a recuar a várias fases do seu percurso. Aos álbuns que habitam na minha estante e no meu coração - e que quase sei de cor. E dei por mim a relembrar o concerto no Hard Club, que foi a minha estreia nos seus espetáculos. Passaram seis anos e continuo a reconhecer-lhe o mesmo amor e a mesma generosidade artística. Entretanto, descobriu o dialeto que lhe assenta melhor e a identidade que pretende vincar neste meio, mas a base dos seus valores não se perdeu. E eu senti-me uma privilegiada, reconheço, por, à distância, fazer parte deste processo, estando no público sempre a transbordar de orgulho.


A noite ficou, também, marcada pela presença da Carolina Deslandes, que aceitou o repto de subir a palco para cantar a música de ambos: a Anjos. Que voz. Que energia! Estava longe de imaginar esta possibilidade, mas foi mesmo especial, até porque acho este tema de uma beleza transcendente. E que bem que eles combinam. São duas almas bonitas a acalentar aqueles que descobrem na música um puro porto de abrigo.

Pudessem as minhas palavras reproduzir, com todos os pormenores, a magia deste concerto. Porém, foi muito mais do que aquilo que podia pedir ou, sequer, imaginar. E sou tão grata por isso. Ele voltou a fazer história ♥

«Não sou da paz quando dormes na rua
Não sou da paz quando comes no chão
Não sou da paz quando para aqueceres
Fazes da cama caixas de cartão

[...]

Não sou da paz quando uma pele mais escura
Torna mais leve o peso do bastão

[...]

Não sou da paz quando por ciúme
Ou um delírio de possessão
A alguém que em tempos te deu o amor
Te vês no direito de levantar a mão

Resta lutar com tudo o que tenho
Ir para a rua, escrever uma canção
Paz haverá um dia mais tarde
Quando o meu corpo repousar no caixão

Nascemos iguais mais isso não vale de nada
Se desde cedo somos atirados para trás da barricada
Eu não sou da paz quando a paz é podre
E o jogo está viciado sempre para o mesmo resultado
[...]
Falta empatia, indiferença há a rodos»

Fotografia da minha autoria



... Maçã Cozida!

[Se existe receita que me transporta, automaticamente, para o outono é esta. O travo a canela em sintonia com o sabor da maçã conforta-me - e combina com tardes lentas, entre mantas, na companhia de um livro. Ou, então, com outro qualquer programa que nos aqueça a alma. Além disso, a sua confeção é simples e célere; e rende sempre bastante. Uma taça de maçã cozida e eu fico ainda mais feliz, não tem como enganar].

Fotografia da minha autoria



«Uma série documental»


A ginasta Simone Biles, nos Jogos Olímpicos, em Tóquio, abriu a porta para um assunto que permanece demasiado silencioso; um assunto que está à vista de todos e, ainda assim, parece tão longe do olhar do público. No entanto, ao desistir da final individual do all-around, colocou uma bandeira na saúde mental dos atletas de alta competição, levando o «mundo a pensar e a valorizar o seu bem-estar físico e emocional».

A Betclic, com o intuito de atribuir uma maior visibilidade a esta problemática, tão tabu no mundo desportivo, criou uma série documental denominada 72 Horas Antes, que mostra a realidade que antecede uma grande prova e o que isso implica no atleta. E este objetivo é muito mais evidente no episódio que tem Vanessa Fernandes como protagonista. Com um testemunho inédito, é impressionante o que se passa nos bastidores.

Sem querer desvendar muito, é um retrato inquietante, que nos desarma, mas bastante necessário.

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