«Os acasos só favorecem os espíritos preparados», Louis Pasteur
Longe
Tão perto
De ser certo
Este incerto
De impasses
Pelo acaso
Da vida.
Tinhas coragem para largar tudo e partir ou há algo que nunca serias capaz de deixar para trás? O dilema será sempre entre ir ou ficar. Qual escolhes?
«Como leitor, o que eu gosto é de ler e dizer, bolas, é exactamente isto que eu sinto e não era capaz de exprimir. Quando um livro me ensina a explicitar emoções que eu sinto, esse é um livro bom», António Lobo Antunes.
O desejo de ter a minha própria biblioteca em casa cresce todos os dias e aos poucos vou conseguindo. Tenho uma lista de livros que quero comprar, que aumenta mais do que aquilo que diminui, para me ajudar nessa tarefa. Há nomes que se repetem e não estão por ordem de preferência; e no meio de sessenta e quatro títulos ainda só um está rasurado. Dificilmente esta lista terá um fim, mesmo que consiga riscá-los a todos de lá, porque algures nesse processo outros serão os livros que me chamarão à atenção.
A minha lista de livros:
1. Prometo falhar, Pedro Chagas Freitas;
2. A Fórmula da Saudade, Daniel Oliveira;
3. O livro das perguntas do alta definição, Daniel Oliveira;
4. Alta Definição – o que dizem os teus olhos, Daniel Oliveira;
5. Alta Definição – a verdade do olhar, Daniel Oliveira;
6. 1 dose de droga, 1 gr. De esperança, Daniel Oliveira;
7. A Força das Palavras, Gustavo Santos;
8. Galveias, José Luís Peixoto;
9. Morreste-me, José Luís Peixoto;
10. A Criança em Ruinas, José Luís Peixoto;
11. A Gaveta de papéis, José Luís Peixoto;
12. A casa, a escurdião, José Luís Peixoto;
13. Cal, José Luís Peixoto;
14. O amor é fodido, Miguel Esteves Cardoso;
15. Amores e saudades de um português arreliado, Miguel Esteves Cardoso;
16. A causa das coisas, Miguel Esteves Cardoso;
17. Os meus problemas, Miguel Esteves Cardoso;
18. Explicações de Português explicadas outra vez, Miguel Esteves Cardoso;
19. As minhas aventuras na republica portuguesa (revistas), Miguel Esteves Cardoso;
20. Com os copos, Miguel Esteves Cardoso;
21. A vida inteira, Miguel Esteves Cardoso;
22. Cemitério de raparigas, Miguel Esteves Cardoso;
23. A minha andorinha, Miguel Esteves Cardoso;
24. Último Volume, Miguel Esteves Cardoso;
25. Escrítica Pop, Miguel Esteves Cardoso;
26. Por ti resistirei, Júlio Magalhães;
27. Longe do meu coração, Júlio Magalhães;
28. Um amor em tempos de guerra, Júlio Magalhães;
29. Os retornados, Júlio Magalhães;
30. A filha do capitão, José Rodrigues dos Santos;
31. A fórmula de Deus, José Rodrigues dos Santos;
32. A prisão do silêncio, Torey Hayden;
33. Raposas inocentes, Torey Hayden;
34. Filhos do abandono, Torey Hayden;
35. A força dos afectos, Torey Hayden;
36. Vozes silenciosas, Torey Hayden;
37. Uma criança em perigo, Torey Hayden;
38. À procura de Alaska, John Green;
39. O teorema de Katherine, John Green;
40. Cidades de papel, John Green;
41. Quando a neve cai, John Green;
42. Nós por aí, Vera Kolodzig e Diogo Amaral;
43. Os milagres acontecem devagar, Margarida Rebelo Pinto;
44. A rapariga que perdeu o coração, Margarida Rebelo Pinto;
45. Gugui, o Dragão Azul, Margarida Rebelo Pinto;
46. Madrugada Suja, Miguel Sousa Tavares;
47. No teu deserto, Miguel Sousa Tavares;
48. Ontem não te vi em Babilónia, António Lobo Antunes;
49. Contos à moda do Porto, Miguel Miranda;
50. Verão quente, Domingos Amaral;
51. A rapariga que roubava livros, Markus Zusak;
52. O problema não és tu, sou eu, Ana Garcia Martins;
53. Se eu ficar, Gayle Forman;
54. As cinquenta sombras de Grey, E. L. James;
55. As cinquenta sombras mais negras, E. L. James;
56. As cinquenta sombras livre, E. L. James;
57. O homem que mordeu o cão, Nuno Markl;
58. O novo, incrível, definitivo, arrebatador, estrondoso, monumental e titânico livro d'O homem que mordeu o cão, Nuno Markl;
59. 31 anos de presidência, 31 decisões, Jorge Nuno Pinto da Costa;
60. Gosto de ti assim, Marta Gautier;
61. Os anjos não têm asas, Ruy de Carvalho;
62. Amo-te em todas as línguas, Cátia Santos;
63. Nunca te distraias da vida, Manuel Forjaz;
64. Força de viver, Simone de Oliveira.
Qual é a vossa lista de livros (se tiverem)? Já leram ou querem ler algum destes?
«Cozinhar é como tecer um delicado manto de aromas, cores, sabores, texturas. Um manto divino que se deitará sobre o paladar de alguém sempre especial», Sayonara Ciseski
A receita de hoje sai da gaveta mais doce da casa. E combina como sobremesa, lanche ou até depois do jantar. Além disso, sabe bem em qualquer altura, principalmente quando sentimos falta de um aconchego guloso no estômago.
Fazer um bolo pode ser demorado e o nosso apetite nem sempre está disposto a aguentar tanto tempo, mas isso não significa que não exista solução. E não, não têm que esperar que a vossa paciência esteja generosa, muito menos têm que sair de casa. Em apenas três minutos o problema fica resolvido.
O bolo de caneca é das invenções mais fáceis e rápidas. É verdade que não podemos abusar e fazer disto um hábito, mas temos aqui uma alternativa bastante deliciosa. Costumo fazer o de chocolate (podem substituir por outro ingrediente) e às vezes acrescento-lhe café - aqui varia, ou coloco uma colher de café em pó ou um café pronto a beber. Se preferirem, podem fazer uma calda para acrescentar por cima do bolo quando este estiver pronto ou, então, acompanhá-lo com gelado. Isso dependerá da gulosice de cada um.
Os ingredientes e o modo de preparação estão na imagem, mas podem sempre adaptá-la ao vosso gosto (por exemplo, nunca coloco as quatro colheres de açúcar, apenas uma e meia). Qualquer dúvida (ou sugestão) que tenham deixem nos comentários ou enviem para o e-mail do blog.
Bom apetite!
... visitas ao Portugal dos Pequenitos. Aquele mundo encantado, de casas que hoje reconheço como sendo em miniatura, fazia-me sonhar. Ali dentro fui princesa, dei a volta ao mundo, vivi um pouco de norte a sul. O tempo era sempre escasso e a vontade de ir embora nula. Se pudesse, permaneceria por lá só para ter a oportunidade de acordar todos os dias e saber que cada um daqueles recantos estava ao alcance de meia dúzia de passos, talvez menos do que isso. De preferência, manter-me-ia pequenina. Já que inevitavelmente tive que crescer, em idade e em tamanho, guardei as memórias e o desejo de voltar. E talvez nesse regresso vá de mãos dadas com os meus filhos, reconhecendo-lhes no olhar a mesma magia que tinha no meu a primeira vez que lá entrei.
«Se tens frio, o chá te aquecerá
Se tens calor, o chá refrescarte-à».
Há uma bebida que me acompanha o ano todo: o chá. Não sou esquisita quanto ao seu sabor e bebo-o várias vezes durante o dia. No inverno, quando o tempo o permite, sabe-me bem sentar-me na cama a ler um bom livro enquanto mantenho entre mãos uma chávena quente e cheia dele. Talvez seja uma imagem romantizada, sobretudo se do lado de fora da janela a chuva se fizer notar - há qualquer coisa de aconchegante nesta espécie de ritual. Já no verão troco a cama por uma cadeira no jardim, e o chá em vez de ir a fumegar vai gelado. Confesso, é a minha perdição. E, naturalmente, tenho os meus favoritos: menta, frutos vermelhos, segredo tropical (côco e baunilha), camomila, mirtilo e maçã (chá gelado), damasco (chá gelado), branco. Mas gosto sempre de experimentar sabores novos e acrescentar mais uns quantos a esta lista. No fundo, serei eternamente uma amante incurável desta que será sempre a minha bebida de eleição.
E vocês, gostam de chá? Quais são os sabores que mais apreciam?
«Só numa situação concreta sabemos o que realmente somos», Vergílio Ferreira
A Mariah S. do blog Confusão da Vida lançou-me um desafio, mas ainda não tinha tido oportunidade para responder. O Liebster Award dispensa apresentações, por isso vou deixar-vos com as respostas às perguntas que me colocaram. Como é habitual, não vou nomear, mas quem quiser levá-lo sinta-se à vontade.
As perguntas da Mariah
1. Como te sentes ao escrever no blog?
Livre, em paz e completa. Ter um espaço só meu, onde posso abordar os temas que me apetecer - e com o qual sinto uma ligação tão forte ao ponto de querer voltar todos os dias - é das melhores sensações. Um blog é como uma casa: por mais que entremos em algumas onde nos sintamos bem, só o nosso lar é um verdadeiro refugio. E aqui sinto-me protegida.
Livre, em paz e completa. Ter um espaço só meu, onde posso abordar os temas que me apetecer - e com o qual sinto uma ligação tão forte ao ponto de querer voltar todos os dias - é das melhores sensações. Um blog é como uma casa: por mais que entremos em algumas onde nos sintamos bem, só o nosso lar é um verdadeiro refugio. E aqui sinto-me protegida.
2. Um ídolo para ti?
Com o tempo fui perdendo ligação a esta palavra, porque acho que se passou a utilizá-la de forma banal. Contudo, há pessoas que admiro imenso e que são verdadeiras referências, como é o caso do Ricardo Quaresma, do Rui Veloso, do Ruy de Carvalho, da Eunice Muñoz, do Daniel Oliveira, dos Aurora, do Diogo Piçarra, da Margarida Rebelo Pinto, da Torey Hayden, da Ana Moura, entre outros. Mesmo pertencendo a áreas diferentes, têm todos em comum não só o talento, mas o amor com que se dedicam ao que fazem. Talvez a lista de artistas seja infindável, mas, naturalmente, há quem esteja sempre no topo: a minha família chegada. E quanto a eles, a admiração é incondicional, porque são um exemplo de força, humildade, dedicação e amor constantes. Muito do que sou devo-lhes a eles.
3. Onde gostavas de viver?
Exatamente onde vivo. Adoro a minha cidade (Gaia). Adoro o facto de ter o Porto ali ao lado. E espero viver aqui até ao último dia da minha vida. No entanto, se pudesse, tinha uma vivenda na Ericeira e outra algures no Alentejo, por serem locais onde me sinto igualmente em casa. Apesar de só ter estado no primeiro uma vez (um fim-de-semana) foi o suficiente para me render aos seus encantos. No que diz respeito ao Alentejo, passava lá férias todos os anos. Acabei por conhece-lo um pouco de uma ponta à outra e escusado será dizer que uma parte do meu coração ficou por lá. Mas a condição seria sempre poder voltar ao meu lugar de sonho: aqui, de onde vos escrevo.
4. Um dia que te ficasse na memoria?
Tenho vários, mas seguramente que o dia em que peguei no meu afilhado pela primeira vez, poucos dias depois de ter nascido, será daqueles momentos que nunca mais esquecerei, e o qual recordarei muitas vezes.
5. Qual preferes a noite ou dia ?
O dia. E depois estender os planos pela noite fora.
6. Para ti aproveitar a vida significa?
Fazer aquilo que gosto, desafiar-me e estar com as pessoas que mais amo.
7. Qual a coisa que mais gostaste de ouvir até hoje?
Esta é difícil, porque depende muito da pessoa que nos diz e o momento em que nos diz. Ouvir a minha avó falar do meu avô talvez tenha sido das coisas que mais gostei - havia amor em cada uma das palavras. Isso e todas as histórias que ainda hoje ouço os meus pais contar sobre eles.
8. Em criança o que querias ser quando fosses grande?
Escritora e educadora de infância. A segunda estou cada vez mais perto de conseguir.
9. O que não eras capaz de perdoar?
Seria politicamente correto dizer que não perdoaria traições, mas já perdoei. Claro que existem situações que admitimos logo não perdoar porque estão completamente longe dos nossos princípios, como o exemplo que referi anteriormente, mas é quando as vivemos e fazemos um processo de luto, digamos assim, que compreendemos até que ponto somos capazes de o fazer. Acho que perdoar é um sinal de crescimento e de que realmente conseguimos encerrar determinado assunto. E é, provavelmente, das atitudes mais difíceis de ter, mas é também das mais bonitas.
10. Uma música com que te identifiques.
Nunca me esqueci de ti, Rui Veloso
11. O que mudavas na tua maneira de ser?
A minha timidez.
E se nada fosse como o conhecemos? E se a vida fosse o contrário daquilo que sonhamos? Seriamos mais felizes se víssemos do avesso? Tantos "ses" e tão poucas respostas. E ainda não percebemos que é nessa imensidão de suposições que nos perdemos e deixamos de viver.
«Reconstruir é sempre inventar», Eça de Queirós
Tenho três moleskines pretos, cada um com a sua função: um para a rubrica «As minhas viagens de metro», outro para a rubrica «À boleia do mundo» e o último para os poemas que me tenho aventurado a escrever. Sempre gostei de os manter sem adornos, tal como os comprei. Há qualquer coisa nessa simplicidade que me atrai, que me fascina. Contudo, ando com imensa vontade de personalizar as capas, até porque é uma forma de os individualizar consoante a utilidade que têm. Chegou a hora de lhes dar vida e uma nova roupagem, bem ao estilo daquilo que carregam no seu interior.
Aceito sugestões. Têm alguma ideia?















