«All it takes is faith and trust, and a little bit of pixie dust», Peter Pan
Dois mil e quinze foi um ano cheio: de amor, de conquistas, de superações, de resoluções, de sorrisos, de lágrimas, de medos; de mudanças, de chegadas, de sonhos a ganhar forma, de estreitar ligações, de tudo. Fui muito feliz. E sei que o caderno azul onde me desafiei a escrever os #365happydays me ajudará a relembrar todos esses detalhes que me encheram o coração. No entanto, nem tudo foi perfeito. Carreguei a dor que um avc provoca nos nossos, o medo do que virá depois, a angustia de querer fazer tanto e não poder, porque há coisas que são maiores do que nós. Mas no meio dos receios, a paz de um sorriso e da atitude de quem quer vencer!
Ontem, enquanto fazia mais um trabalho, encontrei um texto maravilhoso que podia muito bem definir a minha visão de escola.
O quarto volume da série Millennium! Não conhecia o trabalho de Stieg Larsson até receber no Natal de há dois anos o primeiro livro: «Os homens que odeiam as mulheres». E não demorou muito tempo até adquirir os outros dois: «A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo» e «A rainha no palácio das correntes de ar». O escritor faleceu antes de ver a sua obra publicada, mas o sucesso é reconhecido mundialmente. Começaram a surgir rumores de que esta trilogia teria continuação, o que se revelou algo controverso, até porque as opiniões estavam divididas. David Lagercrantz, mesmo assim, aventurou-se e «A rapariga apanhada na teia de aranha» é, então, o sucessor desta saga. A minha curiosidade está a mil! Se há livros que recomendo, estes pertencem a essa categoria, porque são absolutamente viciantes. No entanto, vou ter que esperar mais um pouco. É que tenho os três primeiros em edição de bolso e este ainda não se encontra disponível nesse formato.
Permiti-me ter dois dias de folga, até porque a véspera e o dia de Natal não podem ser perturbados com detalhes extra. No entanto, agora são os livros, as fotocópias, os apontamentos e as múltiplas páginas de word que ganham destaque. Não sei quem falou em férias, mas acabaram-se as pausas - pelo menos até à noite da passagem de ano. Diz que esta época é ótima para trabalhos de faculdade. E os prazos de entrega estão a ficar cada vez mais próximos!
O meu Natal perfeito é sempre passado em família. E todos os anos posso comprovar a veracidade desta afirmação. Nunca desilude. Muito pelo contrário, surpreende constantemente pela positiva. Como foi o vosso?
«Oxalá pudéssemos meter o espírito de natal em jarros e abrir um jarro em cada mês do ano», Harlan Miller
A casa foi invadida. Por memórias de infância. Por cheiros doces que abrem o apetite. Por sensações de nostalgia. Por uma vontade infinita de parar o relógio e fazer desta noite interminável. As decorações que saíram das caixas no dia oito ganharam novo encanto. As cores parecem mais vivas, mais poderosas, mais cheias desta magia tão própria do Natal. Talvez esteja tudo igual a ontem. Talvez estas paredes brancas não passem disso mesmo. Talvez sejam os meus olhos turvos de sonhos que observem os pormenores com outros filtros. Não me importo. Há datas em que me permito abrir as portas às ilusões inofensivas que pintam os momentos com outra verdade.
«Feliz, feliz Natal, que nos traz de volta as ilusões da infância, recorda ao idoso os prazeres da juventude e transporta o viajante de volta à própria lareira e à tranquilidade do seu lar», Charles Dickens