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| Fotografia da minha autoria |
«Reis e Príncipes de todo o mundo escolheram-no para local de veraneio»
A Estrada N142 foi a nossa ponte para mais uma viagem memorável. Embora tínhamos sido envolvidos num ligeiro para-arranca, que embalou o meu entusiasmo para chegar ao destino, valeu totalmente a pena sair da Praia das Maçãs para irmos descobrir a bela vila de Cascais, que tem «o mar à porta e a serra à janela».
A primeira paragem foi na Boca do Inferno, cujo nome deriva da morfologia que o mar conferiu a uma antiga gruta, ao longo do tempo. A sua caldeira gigantesca encontra-se ligada ao mar por um arco, conferindo-lhe uma identidade mística, imponente e impactante, até porque é fascinante observar a força com que as ondas forçam a passagem. Atualmente, é um dos miradouros mais emblemáticos, proporcionando uma vista única para o Atlântico e para pores-do-sol magníficos. Olhando ao meu redor, senti-me num autêntico cenário de paz. Rendida a este pedaço puro de natureza, rumamos até ao centro histórico da vila. A visita foi breve, ainda assim, pudemos entrar no Parque Marechal Carmona, também conhecido por Parque da Gandarinha, que integra os jardins do Palácio dos Condes de Castro Guimarães e da propriedade do Visconde da Gandarinha.
O espaço é fantástico, muito bem cuidado, com uma vasta área para percorrer e desfrutar de momentos em família ou sozinhos. Além disso, dispõe de uma biblioteca infantil, de elementos escultórios e arquitetónicos, de parque de merendas, de um mini zoo e de uma série de árvores frondosas. Estar rodeado de edificações importantes confere-lhe um ar mais atrativo, cativando aqueles que tiverem oportunidade de o explorar.
O Forte de Santa Marta, que integra o Farol Museu de Santa Marta, deixou-me sem palavras, porque aquela paisagem e a forma como os elementos se interligam são dignas de um quadro - e, creio, não há termo algum que lhe faça justiça. Quero regressar para poder conhecer melhor «quatro séculos de histórias e vivências».
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| Fotografia da minha autoria |
«Uma das melhores expressões do Romantismo»
O meu coração falhou um batimento, quando se projetou a possibilidade de uma nova visita a Sintra. Pode parecer poético, mas o entusiasmo era tanto, que não me espanta a veracidade deste pensamento. Porque há espaços que preenchem o nosso imaginário e ter a oportunidade de os ver de perto traz uma serenidade distinta. Portanto, embarcando numa aventura apaixonante, fui conhecer «a jóia» do nosso destino turístico.
O diálogo entre património, natureza e arte é percetível ao primeiro olhar. Num cenário idílico, somos envolvidos por um extenso manto verde. E acredito que quem tiver a coragem de fazer o percurso pela serra seja ainda mais impactante, uma vez que a paisagem nos deixa sem fôlego: pelo esforço, claro, mas muito mais pela beleza e por este contacto direto com o meio ambiente. Nós não tivemos essa experiência, porém, foi igualmente enriquecedor passar os portões do Parque e subir até ao segundo ponto mais alto de Sintra.
O Palácio da Pena é o expoente máximo do romantismo em Portugal, e tanto as suas cores vibrantes, como a sua estrutura fomentam um caráter de mistério, que nos instiga a desvendar cada recanto, compreendendo a sua história e o traço mágico que o povoa. É difícil não nos sentirmos assoberbados pela sua imponência, mas é, também, fascinante a facilidade com que somos transportados para outra época; a facilidade com que as nossas emoções ficam à flor da pele e nos perdemos de encanto. Senti-me uma criança em véspera de Natal e a verdade é que as expectativas foram superadas a um nível transcendente. Porque é tudo deslumbrante.
A perícia da sua edificação, que combina duas alas distintas - o Mosteiro de Nossa Senhora da Pena e o Palácio Novo -, torna-o único. Assim, agregando diferentes estilos arquitetónicos, temos acesso a uma viagem imersiva, com inúmeros cantos, miradouros e compartimentos que espelham o melhor do local. No interior do Palácio, fui logo atraída pelos tetos tão detalhados. Os corredores são estreitos, levando-nos com alguma rapidez para novas divisões. No entanto, é inegável o luxo e o jogo de texturas e ilusões. É mesmo de cortar a respiração, quase como se, naquele momento, nos tornássemos numa personagem de um conto de fadas.
Se o passeio terminasse aqui, já teria valido a pena, contudo, o nosso bilhete permitia-nos outra paragem. Colocando os pés ao caminho, perdemo-nos pelos esconderijos do parque, com rotas que mereciam uma visita demorada. Apesar disso, tínhamos em mente o Chalet e Jardim da Condessa d' Edla, que serviu «de recreio e refúgio romântico para o casal D. Fernando II e Elise Hensler». Além disso, como a Condessa d' Edla foi cantora de ópera, a construção do edifício transmite esse lado artístico. Rendi-me, por completo, à sua energia.
Rui Chafes mencionou que existe «qualquer coisa de sombrio, de distinto, de sumptuoso». É como se partilhassemos um dialeto próprio, intimista. E eu creio que entendi a sua magia, por isso, hei-de regressar e descobrir as entrelinhas que, desta vez, não foram possíveis. O Parque e Palácio da Pena é um poema.
CONSIDERAÇÕES
⚡ Comprem o bilhete online, com a marcação para uma hora específica. Encontrarão fila para entrar no Palácio, porque organizam por esse sistema, mas é muito mais fácil para entrarem e gerirem o vosso tempo;
⚡ Tenham em atenção o tipo de bilhete que compram, porque existem várias modalidades;
⚡ Levem água, snacks e calçado confortável;
⚡ Vão com tempo e desfrutem.