os meus favoritos do momento



A arte de apreciar e abraçar os pequenos prazeres da vida é algo que me atrai: não pela ideia de abrandar e viver quase em slow living, mas pelo impacto de estarmos realmente presentes naquilo que vivemos e/ou que observamos, mesmo que nos pareça trivial.

Talvez seja por esse motivo que me tem apetecido romantizar um pouco a vida, sem perder o limbo de segurança que me mantém lúcida. Assim, como me entusiasmo sempre a preparar os favoritos do ano, decidi recuperar um conteúdo intermédio, para fazer uma espécie de ponto da situação do que me tem enchido as medidas.

Admito, há uma certa dose de obsessão associada a alguns tópicos, sobretudo nos musicais, mas não tinha como ser de outra forma — a culpa não é minha, juro. Portanto, sirvam-se de uma chávena de chá, deixem-se estar confortáveis e sejam bem-vindos aos meus favoritos do momento.


 uma música

Na realidade, começo já a fazer uma pequena batota, porque não trago uma música, trago a playlist que criei com as músicas que mais têm tocado cá por casa, com particular destaque para as três primeiras: Bon Vivan (Lhast), Não Disseste Nada (Icaro) e Camel Blues (Mallina).



 um EP e um álbum

Fevereiro foi um sonho no que diz respeito a lançamentos de artistas/bandas que admiro, porque os Dealema lançaram 96 ao Infinito, o Dengaz lançou O Que Não Se Vê é Eterno e o xtinto lançou Em sonhos, é sabido, não se morre. Ainda assim, tenho estado a viver mais tempo em Elephant In The Room, do Richie Campbell, e em Tá Calor e a Culpa é Tua, do Van Zee. A temperatura subiu sem pedir licença!




 um sabor

Os dias ficam mais quentes e os meus dotes de barista sobressaem. Estou a exagerar, claro, mas gosto mesmo de preparar as minhas bebidas frias e, assim, ir experimentando diferentes tipos de café e de opções com leite. Como equipa que ganha não se mexe (ainda que não concorde totalmente com isto), voltei a comprar o Iced Frappé, da Dolce Gusto, que tem um travo a caramelo e cereais. Acho mesmo refrescante e saboroso.


No fim de semana, provei o gelado Volcanix, da Olá, com cinco camadas. Adorei o contraste de sabores e, contrariamente ao meu receio, não o achei enjoativo. Quero voltar a experimentar.


 um produto

Estou rendida ao Bálsamo de Limpeza de Cera de Girassol, da MyLabel, porque com pouco produto consigo retirar toda a maquilhagem que uso diariamente e não tem um cheiro que me incomode. Por norma, não sou sensível a esta questão, mas, como uso todos os dias, se for um produto com aroma acaba por me incomodar a longo prazo. Para já, só tenho maravilhas a destacar deste bálsamo, incluindo o preço.


Por falar em maquilhagem, todas as referências são poucas aos Locked Kiss, da MAC, porque têm uma durabilidade ótima e são bastante confortáveis nos lábios. Tenho três tons e quero muito experimentar o Vibrant Purple.


 um livro

É capaz de ser o ano em que estou mais oscilante e exigente nas leituras que faço, mas há um livro ao qual tenho regressado para ler poemas soltos: A Axila de Egon Schiele, de André Tecedeiro, porque fiquei presa à sua escrita, à proximidade, à vulnerabilidade. Para evitar repetir-me, partilho a opinião completa sobre a obra.



 um podcast

Só comecei a acompanhar Desnorte depois de ver Arraial, mas tenho gostado muito de ouvir o Vítor Sá neste formato descontraído, sempre com tantas peripécias acumuladas.



 um lugar

Fui ao Casa das Tortas apenas duas vezes, mas já escalou para um dos meus restaurantes favoritos do Porto, porque o ambiente da sala é bastante acolhedor, os funcionários são simpáticos e atenciosos e a francesinha é muito boa (o molho tem um travo diferente, mas acho que contrasta e combina bem com os restantes ingredientes). Tenho de voltar para experimentar outras opções do menu.



 uma atividade

Escrever poemas inspirados em canções que tenho adorado ouvir. Recuei muitas vezes antes de avançar com a ideia, mas depois decidi deixar de ser parva e de colocar entraves em algo que não tem de ser uma questão. E a verdade é que me tenho divertido no processo.


 uma peça

A ideia andava a amadurecer cá dentro e decidi enviar mensagem para a página da Noama, para encomendar uma t-shirt personalizada. A Foguetes, do Lhast, tem um significado muito especial para mim e quis eternizá-la nesta peça, juntamente com três manjericos alusivos ao meu tio e à tradição que tinha connosco. Acho que ficou completamente a minha cara.

0 Comments